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Karla Bardanza

NOSSA VASTA ETERNIDADE - 25Mar2019 15:50:54

quando choramos,
choramos por nós mesmos,
pela memória que nos consome
e some sem estarmos prontos
para todas as palavras
e lembranças.

eu te digo baixinho 
que te amo todas as noites
porque amanhã
sua mente pode ser uma pétala
e eu apenas uma imagem.
tudo isso é quase uma liturgia,
um recado do vento,
uma necessária bobagem.

o tempo é apenas o tempo
e nós que já fomos a chama
da chama,
somos agora o medo que dilata
e chama.

eu não estou preparada
para ver o que se divide
e não explica.

há tanto ainda
para nós
mas a vida nos confunde
e delimita.

que possamos então
entrelaçar nossos mãos
enquanto
nos lembramos de tudo que beija
e se temos apenas o agora,
que o agora
para sempre seja.

karla b

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INFELIZ-MENTE - 10Fev2016 01:37:00

quem de pé ficará
para ver a poeta chorar,


rasgando as horas
que sentam no 
vazio da resistência?

no extremo do nunca,
a luta, a puta culpa
por sentir mais do
que pode, a voz sem voz.

quem de pé ficará
para carregar as palavras
quem caem doentes,
loucas e deprimidas
no chão?
vida que mata.
saída sem porta,
obscena-mente.

mente quem levanta mão.
mente-coração.
sutil ansiedade acorda
a covardia, a poeta 
é uma cor fugidia,
uma nuvem me cobrindo
disso que desfigura.
a poeta é uma figura
sem favos e fé.
a poeta foi-se e é
sendo quase sido.

quem levantará
para lhe dar mais 
um diagnóstico?
por enquanto um enquanto,
um santo sem canto
ou talvez.
por enquanto apenas
o que não se pode tocar
porque a mente sente.
porque a mente é
infeliz-mente.

karla bardanza


escrito em 30.11.2015

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DAS MINHAS POUCAS VERDADES - 10Fev2016 01:26:00


ainda ontem
eu senti.

e senti.

mudar a rota,
cliché que aborta,
um pouco de ódio
maturando
eu senti.

essa é quase eu.
poeta pela metade,
mulher que arde,
dias infinitos de luta.

puta saudade
de semear o amor.
eu ainda sei.
eu ainda sou.

palavras que me escolhem,
coisas que me fazem menor.
eu estou aqui
e nem disse ainda
a que vim.

de tudo
posso apenas dizer
uma única coisa:
eu senti.

karla bardanza


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COMPLETA - 22Nov2014 15:03:00

é quase meia-noite

e a minha pele é um poema



morrendo dentro de alguma boca.



sinto estrelas nas veias negras,

ressuscito e revelo-me
em letras afogadas,
no nada infinitamente brando
que é apenas imagem.

a hora cai de pé,
dissolvendo o mundo
e
de mãos vazias,
nada tenho porque tenho
tudo.

karla bardanza


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QUEDA PARA O ALTO - 22Nov2014 14:50:00
olho para frente,
e você do meu lado,
é parte deste momento
que já deixou de ser.


tua pele tão branca
não comove as nuvens,
não acorda os meus botões.
estamos perto da sinceridade
e eu me distancio
dos céus, de mim
e é tão bom 
porque não sentir também
é doce.

em pouco tempo
eu serei uma foto,
um fato, uma voz
esquecida dentro do bolso.
abro a porta,
saio tão leve,
tão breve.
tenho asas escondidas
bem lá dentro.

(caio para o alto)

sigamos então
enquanto tudo
nos dissolve e ampara.
enquanto tudo morre
ou pára.

isso já teve nome.
hoje chamo apenas
de liberdade.


karla bardanza



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PARA AMAR MELHOR - 22Nov2014 14:48:00
o amor - esse estranho ser siderado
e siderante perdeu-se de ti
no exato instante em que tentamos
buscar algo um dentro do outro
assim como quem arranca
explicações de um dicionário.

apetece-me dizer que devemos
apenas parar.

há tanta coisa para encontrar por ai:
devemos falar sobre o comunismo,
Frida Kahlo e aviões que caem
estranhamente em São Paulo.
devemos tocar um ao outro
com as nossas mentes
porque as palavras tem também
o seu valor.

esqueçamos o amor
para que possamos realmente amar.
quero amar-te como amo a mim mesma.
quero viver de alteridades.

a vida somos todos nós juntos
anunciando amanhãs.
não vale a pena demorar
em lugares com pessoas sem eco.

sinto muito mas não consigo
ser simpática se a droga do meu coração
não vai junto.
amo-te, amo tudo e todos mais assim.

karla bardanza 




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ISTO APENAS - 16Nov2014 17:28:00
quando me adivinhavas,
eu era um poema inacabado,
um pedaço de metáfora


eternamente presa as
tuas entrelinhas.

não houve lamentos,
ou murmúrios quando
as mãos ficaram
levantadas para o ar.

as coisas derramam-se.
silêncio apenas.

agora que tudo me esquece
e eu pouco me lembro
das curvas das palavras.
abro a poesia inacabada
do que já deixou de ser,
buscando aconchego
nas coisas que ainda
podem ser ditas.
Mas, mesmo elas já
não podem sobreviver
a mim.


karla bardanza


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QUASE POETA - 16Nov2014 17:20:00

um poema escreve-se 
com as mãos suadas,
com vontade de acordar


para depois ser abandonado
porque sempre espera-se
que ele possa desabrochar
algum momento, depois
do depois.

o que me tranquiliza
é que ele sempre
estará lá me esperando
com pena de mim,
tentando adivinhar
a minha necessidade
de perfeição.

e enquanto
o intervalo entre
a mão e o ontem perdura,
coisas proibidas
e belas respiram
silenciosas em mim.

eu sou.
ainda.

Karla Bardanza




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CONSTATAÇÃO - 16Nov2014 17:12:00


volto por onde não fui,
andando com pernas


que esqueci no fundo das palavras
quando pisei em coisas precipitadas.

caminho com menos ousadia,
cheia de silêncios e exigências
arrastando o infinito nada.

daqui pra frente,
a rota é menos temida
porque eu cheguei aqui
e nada termina
sem que eu diga sim.

Karla Bardanza



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INTACTA - 16Nov2014 17:07:00

não te chamarias de amor,
não seria a tua transparência
nem o reflexo do teu reflexo.

não entenderia os teus mandamentos,
não ficaria entre tu e o tempo nas noites e dias de deus.
não te chamarias jamais de meu.


não perderias nada de mim nos teus olhos e braços.
de mim terias apenas claridades e um pouco de terror 
porque nada atravessa a minha densidade e plenitude,
nada arrasta as minhas luas das sombras.

de ti quero apenas o que 
desconheço em mim e 
que me faz desassossegada
quando tudo é bem maior do que sinto
e bem menor que o nada.

Karla Bardanza



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FECHEMOS OS OLHOS ENTÃO - 05Jun2014 02:19:00
O corpo nada em sons:
palavras dilatam, expandem o mel, 
aguçam o fio
que corta os minutos das horas.

Unhas arranham a parede corrompida,
suja de vida, suja de acontecimentos
e
ela goza devagar
com vontade de ser ela mesma,
de ser uma rocha,
de ser um mar
dividido por rios,
risos, isso.

I beg your pardon,
 é só olhar a castidade
daqueles olhos,
daquela boca impura
daquela cena sem culpa.
O mundo arrebenta.

Ele contempla
vastidões
e é abissal
porque
ela desperta tudo que é vintage
naquela pele ultrajada.
Fechemos os olhos então
pois
a tarde deitada, arreganha as pernas
sem nenhuma delicadeza ou poesia.

Que assim seja!


Karla Bardanza




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Ave Maria - 25Mai2014 21:12:00

Pendurou o coração em alguma árvore,
sem temer queimaduras,
protegendo a face do sol, 
procurando delícias nas mãos dos oceanos.

Cortou cabeças, despiu o fogo,
deixou que as pedras agissem.
Havia encantos nas rosas fatigadas,
nas coisas verdes e longas,
no que morria.

Aos poucos,
absolveu-se dos beijos abandonados,
do vento de duas cores,
das sombras quase fatais.

E irresistivelmente,
correu com os cordeiros
para perto dos pastores.

Karla Bardanza

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25 - 01Fev2014 13:48:00


25


tenho você atravessado
em minhas pálbebras,
diluindo o norte,
perguntando,
perguntando,
devorando a noite voadora,
fazendo pular coisas
dos armários, das gavetas,
do meio de tantos abismos.

oculto-me por detrás
de outras sombras,
protejo-me dos contornos
imperfeitos da sintaxe.
tudo me ama e me apavora.
tudo fica e vai embora.

tenho 25 minutos de idade:
engatinho, balbuciando
o essencial enquanto
as imagens somem,
o corpo morre,

tenho 25 minutos de tragédia
e não há nada aqui
que possa me defender
de tantas verdades.

tenho 25 minutos de solidão
e tudo que me resta
são as tuas mãos
vazias de minhas mãos.


Karla Bardanza






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ANTOLHOS - 30Jan2014 14:52:00


ANTOLHOS



o critério é subjetivo,
no modo subjuntivo,
se

ela gostasse,
ele gostasse,
todos gostassem,

(mas)
os parênteses atrapalham
e a lógica circundante
muda com o batimento cardíaco.

nada pode restar
quando a persiana permite
apenas um ângulo do real.

as visões e certezas
são meros abismos.
convido-te a sair da masmorra.
-não precisa descer-
pode jogar as tranças:
as palavras subirão por elas.



Karla Bardanza






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DAS DELICADEZAS DO SILÊNCIO - 30Jan2014 12:59:00


DAS DELICADEZAS DO SILÊNCIO



se não te falo sobre isso
é porque o vento não deixa,
a lua se esconde,
as palavras deitam de bruços.

tenho tentado arduamente
ser igual e plural,
ser a concha e a mão que segura
a concha.

veja bem os adultérios
desta vida, a paixão da liberdade.
é  sempre mais delicado fingir,
 vendar os olhos apenas com poesia
e açúcar porque quando
as estrelas caírem,
( e elas sempre caem)
não será mais minha culpa.

Karla Bardanza



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- 29Jan2014 12:27:00




Rostos dos dois lados, quase gente.
Chão desenhado preto e branco,
fúria mansa em janeiro.
Tudo sempre impenetrável.
Ela reage pouco aos estímulos:
luz.Luz?

Pega o ônibus e vai.
(pra onde ela vai?)
Janela toda aberta,
vento quente, unhas por fazer.
Para além das esquinas,
muito nada, outdoors,
ruas assombradas, pedrinhas no
caminho.

Sua face é de ovelha,
é de raposa, é de loba,
é de cobra, é de barata,
é de vampira, é deformada,
é branca, é amarela, é isso.
É isso.

Quando tateia a blusa,
procura o que ainda existe,
lendo a pele em Braille.
Desce do ônibus,
já armada:
o último leão é morto.
Mas, é ela quem jaz arrependida,
cansada,
cansada de viver.

Chuveiro frio,
comida fria,
existência sem essência,
filosofia de última hora:
o inferno são os outros,
as outras e ela mesma
das 5 até a hora que fecha.
Fecha os olhos,
respira, odeia, odeia
odeia.
Há uma grande extensão
de luzes morrendo pela janela.
Há.

Karla Bardaza



.


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ALGUNS YESTERDAYS ATRÁS - 29Jan2014 12:25:00



ALGUNS YESTERDAYS ATRÁS

Ele é a minha versão masculina revisada e com um tremendo upgrade,
e tem coisas que eu não tenho como uma vocação genuína pra moldar
a alegria. Quando o fito é sempre com descrédito e devoção porque
ele tem o coração sujo de aventuras e os pés plantados em corais
e incenso e eu pendurei os meus entre o nada e a coisa nenhuma.

Ele sou eu alguns yesterdays atrás e traz na boca apenas o que nos
torna abstratos ou simbolistas. Gosto de listras e de definições,
de coisas que posso tocar, de tudo que solidifica o ar. Gosto de
mim um pouco assim como ele e gosto dele com esse nada de mim.
Algum dia, eu o perdoarei por ser muito melhor do que eu.Talvez.

Por enquanto apenas os ultrassons do que posso julgar sem fé
e o bem-me-quer-mal-me-quer dos fatos. Quanto as fotos...
essas já foram excluídas pela própria vida. But why is it still so important?

Karla Bardanza


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MANHÃ SURDA - 27Jan2014 21:34:00



Acordou às 10 e ficou na cama,
ouvindo a mesma música com
ar de musa retro.
Com as mãos no rosto, escondia
o dia e até as palavras que não
cabiam na sua falta de predicados.
Era tudo sucinto, pequeno,
desmontável. Cabia numa gaiola.
Cabia numa caixa de sapatos,
cheia de amores sem fins e
ratos. Ela colecionava erros com
muita fidalguia e honestidade.
Dessa vez, o erro estava boiando
dentro dela como um corpo
sem nome, como a esperança
que morre e some após a mais
vil descoberta. Ela, tão só,
tão doente, dizia entre os dentes
:? estou certa, dessa vez
estou certa?.

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Mas ninguém ouviu. Nem ela mesma.


Karla Bardanza


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NECESSIDADES ESTRANHAS - 27Jan2014 03:16:00






Confio na sua força de vontade
para me resgatar de fevereiro.
Talvez você possa abreviar o calor,
colocá-lo numa caixinha de fósforo
ou  descobrir como podemos fingir
melhor que estamos plenamente
adaptados a este real surreal.
Sei que você tem muita coisa pra falar.
Não sei se estou preparada para ouvir.
Não sei se posso fugir a pé ou de avião.
Tenho necessidades estranhas de
tardes perigosas e noites sem palavras.
Preciso recuperar o poder do livre-arbítrio
e da esperança antes de terminar
esse bilhete suicida.Pra que vida?
Pra que essa vida?

Karla Bardanza
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AOS TEUS PÉS - 25Jan2014 18:58:00
Jonathan Viner



AOS TEUS PÉS



Já vou avisando de antemão
que isso não acaba quando
fevereiro começa.
Bem agora, o chão não me quer
e eu estou enjoada, olhando tudo
e tudo me olhando como se o sol
pudesse explicar os meu sintomas
e os efeitos colaterais da emoção.

Reli pela milésima vez os teus poemas
para achar alguma coisa 
que não estava lá. 
Sempre encontro mais do que
deveria entre as reticências
e o pontos finais.
Quase paz.
Quase.

Por enquanto,
só por enquanto 
um pouco
e eu vou me demorando
entre uma linha e outra
até ficar totalmente
enredada em mim,
até respirar por nós dois
mais uma vez.

E ai o teu verbo
se faz carne e habita
em mim como glória,
como vida,
como história,
como ferida
como ressurreição apenas.

____________________________
Karla 

____________________________
Karla Bardanza




Para JS






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ERA ASSIM - 25Jan2014 00:37:00
Alexander Shubin




era assim:
um olho todo meu,
o pé esquerdo do meu deus,
a palavra interdita,
a coisa quase,
a quase metade,
tudo que arde dentro
daquele quarto sem parede,
a sede,
a aproximação das nuvens,
o mundo todo,
todo o mundo.

__________________________________

isso foi-é apenas isso:
o silêncio do sonho,
a grande metáfora que nos une e separa,
o despertamento cedo
do agora
e eu...ah!
eu sou o nada
das horas.

Karla Bardanza




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DENTRO DELA - 24Jan2014 01:10:00

Karla Bardanza



E quando tudo termina,
ela volta para o início,
cortando os pulsos
e sangrando poesia
com tanta delicadeza
e inexatidão.

E quando tudo termina,
nada realmente acaba.
Mas resta o que sempre restou:
um nada entre dois infinitos
e isso ela ainda chama de amor.

Karla Bardanza




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Mohini Biswas




Faz dois segundos
que o mundo mudou de nome
e a minha fome tem endereço
e olhos novos.

Confesso
que eu  dormi
e que estava até acostumada
com o sabor obsceno
deste sono tão manso,
tão forte,
tão meu.

Ontem quase te chamei
de deus e o posto pode até
te cair bem. Mas te faltam
tantas qualidades para vestir
o céu e beijar a princesa.

Se não for para acordar as estrelas,
pegue todas as fotografias
e saia por onde entrou,
Saia sem alarde,
sem frases,
sem metáforas que engasgam a lua.

Enquanto tenho o benefício da dúvida
e você tem todas as vantagens da cegueira,
penso em errar mais uma vez,
penso em besteiras pela metade
porque tudo vale a pena
se ninguém sai machucado.

Se você tiver
algum sonho para me vender,
avise-me. 
Ainda me cabem
muitas ousadias. 


Karla Bardanza






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Tina Darling



Meu coração transparente quer apenas doçuras,
clichés, mentiras e o eterno abandono
que consagra o foi-bom-pra-você.

Direi com com os olhos à la Capitu
que tu és o que a noite ouviu
e o vento roubou
e ouvirei as mesmas palavras
de tua boca;
aquelas que consagram e coroam
a minha cansada inocência
e acreditarei (sic) que sou única,
inteira e absoluta.

Com a tua pele arranhando
o meu rosto, não direi nem
sim, nem não
enquanto o meu coração pula
diante da minha própria covardia.

E por dois dias,
vamos fingir que a gente 
vai dar certo,
vamos seguir adiante
murmurando apenas o necessário
para sermos felizes.


Karla Bardanza





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Bryce Cameron Liston



Te dei poderes para me destruir.
Joguei a minha escuridão, os meus olhos tolos
e tudo que os meus silêncios escondem
em tua manhã descafeinada.

Sua delicadeza quase aristocrática
e ingênua multiplicou as minhas células,
e eu quase esqueci a fronteira entre
a vida e a beleza.
Quase.

Meu medo me sabota e eu
balanço entre a ousadia e o nunca
porque dói desejar, entender, ver, sentir,
sentir.

Não sei se me reconhecerás
quando tudo voltar a ser
apenas cansaço.
Mas, podes chegar mais perto
e abraçar a minha loucura
enquanto o seu coração cresce.
Isso vai te manter aquecido.
Isso sou eu.


Karla Bardanza




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