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Na entrada do abismo

septetos 10 Abril - 14Abr2014 23:14:00
http://www.mixcloud.com/RUAFM/septetos-044-10abril-rog%C3%A9rio-c%C3%A3o/

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2014/04/septetos-10-abril.html



Ode às Mulheres - 02Mai2013 16:05:00



silêncio faz doer as pontas dos dedos
quando a cor dos olhos das mães
são as mesmas cores da terra em que nascemos


por isso choramos 
quando lembramos que estamos sós

e o nome desta cidade 
e a volta por cima do nome
e a corda na língua da cama
e a cama redonda a farsa
e a máscara dos dias cinzentos
e os ventos na ponta dos dedos
e os gemidos na língua acesa
e a mesa sem ti! 

quando o mais fácil arde dentro do corpo
a volúpia dos poetas e o coração dos mesmos
somos nós que procuramos
as sensações de conforto de outros tempos celestiais

e o nome desta cidade 
e a volta por cima do nome
e a corda na língua da cama
e a cama redonda a farsa
e a máscara dos dias cinzentos
e os ventos na ponta dos dedos
e os gemidos na língua acesa
e a mesa sem ti! 

por isso choramos 
quando lembramos que estamos sós 

as mulheres tiram os seus panos crus
na hora incerta de uma canção
quando os seus passos de fogo nus
são o núcleo do grunhido vivo
na hora incerta de uma canção

e o nome desta cidade 
e a volta por cima do nome
e a corda na língua da cama
e a cama redonda a farsa
e a máscara dos dias cinzentos
e os ventos na ponta dos dedos
e os gemidos na língua acesa
e a mesa sem ti! 

por isso choramos 
quando lembramos que estamos sós 

as mulheres amam as esculturas dos anjos
o palato dos mesmos
bocejando nos seus umbigos e nas suas coxas

as mulheres amam os seus umbigos
as mulheres amam-se nas sombras dos pecadores
amam as praças carregadas de pássaros quentes
amam o vento nas penas dos pássaros quentes

e o nome desta cidade 
e a volta por cima do nome
e a corda na língua da cama
e a cama redonda a farsa
e a máscara dos dias cinzentos
e os ventos na ponta dos dedos
e os gemidos na língua acesa
e a mesa sem ti! 

por isso choramos 
quando lembramos que estamos sós 

as mulheres amam a vertigem do vento 
as mulheres amam a versatilidade do vento
e a boca dos cavalos

e o nome desta cidade 
e a volta por cima do nome
e a corda na língua da cama
e a cama redonda a farsa
e a máscara dos dias cinzentos
e os ventos na ponta dos dedos
e os gemidos na língua acesa
e a mesa sem ti! 

por isso choramos 
quando lembramos que estamos sós 

o leite pálido das luas das unhas
é a mão de todas as mãos que eu tenho
e a cabeça escreve em surdina
sol casa rosa mãe

e o nome desta cidade 
e a volta por cima do nome
e a corda na língua da cama
e a cama redonda a farsa
e a máscara dos dias cinzentos
e os ventos na ponta dos dedos
e os gemidos na língua acesa
e a mesa sem ti! 

por isso choramos 
quando lembramos que estamos sós




















Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2013/05/ode-as-mulheres_2.html

a vida é apenas o cenário onde preparo a saída do poema, é o verde humilde que está prestes a morrer. enclausurada, uma barra de ferro brilha repetições nos ombros e nas costas -afilhada cinzenta das tragédias gregas! a vida é uma sucessão de jogos: entre o relógio de areia e a casa de porcelana quente, entre o cavalo de barro vermelho e adão, cego, bebendo enxofre da mulher triangular.

a neblina do próprio Eu adensa-se e no nome do silêncio maduro as estrelas perdem-se nas cavernas forradas de ouro -lâminas cortando simétricas as revoluções crepusculares.

que outro simulacro abre fendas no coração do homem que se ajoelhou de cabeça baixa sem honra nem orgulho -mármore negro. que tarde finda traz a mulher com a criança nos braços e na sua rédea a foice cansada do campo de trigo. para quando a palavra perfeita que na virtude se acende de morte ou de ideia.
na ampla paisagem da vida onde o mar de Todavia revela-se na gaveta, o tempo do sonho alimenta-se da constelação dos planetas profundos e a mulher liberta a criança do Nada e dá-lhe o leite do seu peito, enquando o homem ergue a cabeça da razão e o que fica do passado é o simples desgaste de um abraço interminável de dor e de palavras.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2013/04/a-simples-existencia-do-homem-ou-o.html


- 19Jun2012 13:40:00
sobre um poema de Joao Bentes, tudo se resume a: comer ameijoas do tamanho de quem se esforça a trabalhá-las.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2012/06/sobre-um-poema-de-joao-bentestudo-se_19.html

- 27Mar2012 18:26:00
nunca disseram o meu nome.nunca, me disseram que, o diriam em voz alta.duvido que alguém o faça..a não ser o luis, o meu bom luis. a essência do meu eu estará sempre no corpo dentro e não nas calças esquisitas que eu uso. os outros passarão fome das palavras eu passo a fome pela boca. passo fome sim. se é isso que importa para que apareça o meu nome no correio da manhã

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2012/03/nunca-disseram-o-meu-nome.html

O Aleph - 22Fev2012 19:23:00
O Aleph (no original, El Aleph) é um livro de histórias curtas de Jorge Luis Borges, publicado em 1949 e contendo, entre outros, o conto que dá nome ao livro. Ambos são representativos do estilo de Jorge Luis Borges e da escola literária latino-americana do realismo mágico da qual ele é indicado como uma das manifestações mais originais[1].

Os contos do livro Aleph são: O imortal; O morto; Os teólogos; História do guerreiro e da cativa; Biografia de Tadeo Isidoro Cruz (1829-1874); Emma Zunz; A casa de Astérion; A outra morte; Deutsches Requiem; A busca de Averróis; O Zahir; A escrita de Deus; Abenjacan, o Bokari, morto no seu labirinto; Os dois reis e os dois labirintos; A espera; O homem no umbral; e, finalmente, O Aleph.

Quanto ao conto, Aleph, especificamente o protagonista, depara-se com a possibilidade de conhecer o ponto do espaço que abarca toda a realidade do universo num local bastante inusitado: na cave de um casarão situado em Buenos Aires, prestes a ser demolido. Este ponto recebe a alcunha de Aleph - a letra inicial do alfabeto hebraico, correspondente ao alfa grego e ao a dos alfabetos romanos.

A ideia de unidade na multiplicidade é tema borgiano por excelência e, no conto em apreço, sua exposição literária é primorosa.

FONTE: dictionary.sensagent.com

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2012/02/o-aleph.html

- 23Jan2012 17:00:00
em cada ato
a caneta sobe à malha da vida
sobe à fortuna das perguntas
à idade das ilhas modernas
à idade das cidades da tinta queimada
respira o dia seguinte
o dia negro que é da terra
que ainda é do dia-terra
boceja as palavras homem-ritmo
e a música acompanha-a
em cinco braçadas da respiração
para forçar a hora para forçar a ida

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2012/01/em-cada-ato-caneta-sobe-malha-da-vida.html

ao Sr.Ene - 09Jan2012 18:01:00
queria morrer mais cedo
mais cedo ainda do que os anos vividos
porque nada disto me interessa
porque nada disto
se ausenta nos passos dados à sepultura

os livros a encher-se nas prateleiras
as mãos serão sempre de marfim feitas

queria morrer mais cedo
dentro do homem dentro da planta da cidade lenta
queria possuir a morte
ou a morte antes desta que me visita mais cedo
queria

que dor se escreve na morte visitante
que morte? para quem escreve a dor

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2012/01/ao-srene.html

o dorso escrever - 12Nov2011 19:52:00
ser o umbigo na manhã impossível desta página
o ventre da página viagem e pedir a tua mão
se outra mão sentida não for
o instante aberto à pureza.
amar a pureza da escrita
o dorso escrever
escrever-te sempre
para magoar as palavras na tinta do dorso
beijando-o.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/11/o-dorso-escrever.html


na falta que me fazes - 23Out2011 18:43:00
Fazes-me falta na semente da claridade do segredo. Fazes-me falta na penumbra da estrada desfeita. Rasto da noite animando uma história antiga. Sim, fazes-me falta. Nos lugares que nos esperam, no sorriso desses mesmos lugares. Como fossem castigados por viverem demasiado os beijos e os filhos do amor eterno. Fazes-me falta. Já o tinha dito. Haverá tempo que sobra. Haverá a cama dentro do peito. Haverá quarto e roupeiro dentro de um quarto de tempo. De nada me agrada esta máscara por cima das senhoras adormecidas. De nada me agrada este murmúrio pancada dentro das mesmas. de nada me faz falta na falta que me fazes.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/10/na-falta-que-me-fazes.html

CURSO das ARTES de PALCO - 17Out2011 16:56:00
A A.R.C.M. apresenta


CURSO das ARTES de PALCO





- DANÇA CRIATIVA



Nov: 7, 14, 22, 28. Dez: 5, 6, 10.

Preço: 20 euros individual / 30 euros par.

Info: 91 610 26 20 / cursoartespalco@gmail.com



- LUZ E SOM



Nov: 8, 15, 21, 30. Dez: 5, 6, 10.

Preço: 30 euros.

Info: 91 743 73 49 / cursoartespalco@gmail.com



- POESIA



Nov: 2, 7, 14, 21, 28. Dez: 5, 6, 10.

Preço: 20 euros

Info: 91 902 91 99 / cursoartespalco@gmail.com



- TEATRO



Out: 17, 18, 19, 25, 26. Nov: 1,2,8,9,15,16,22,23,29,30. Dez: 5, 6, 10.

Preço: 50 euros.

Info: 91 724 24 55 / cursoartespalco@gmail.com

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/10/curso-das-artes-de-palco.html

Onde mora a poesia? - 12Out2011 15:52:00
a poesia mora dentro de tudo o que se sente e dentro de tudo que se move.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/10/onde-mora-poesia.html

na orla superior do vento - 10Out2011 21:13:00
turba de cabelo na orla superior do vento
abraço ao tempo o corpo
sempre
a roda aroda a forma mais subtil do circulo
no circo
na unha a punha

-direis ao vês dos bens em vez de serem três,
ao centro do vento
o calor da fissura?

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/10/na-orla-superior-do-vento.html

- 31Mai2011 19:53:00
Caímos pelos braços, as unhas de papel cimento pintadas, e pela primeira vez as palavras ganham o tempo nos murmúrios salgados.

Dividimos, subtilmente, a matéria dada da terra choro, o copo de vinho na garganta de cinza e dizemos «amor» na hélice de corpo inteiro, na manhã encostada à cabeça.

Pronunciamos: bandolete.

E o corpo reflexo entra na luminosidade da esfera poema, frígido, por não ter cumprido a profundidade de cada verso.

Cada movimento do verso.

Antes, todo o corpo dissipava a linha ténue do sol, antes ainda, embalava o meu sono no ventre do algodão riso. Depois, arremessava-me as feridas, impetuosas, sobre a consciente densidade do inútil. Pobre, podre, inútil. Enquanto, neste insaciável abandono da carne dormia, o esperma frágil da constituição das asas de branco leve, impenetráveis.

Assim, comíamos a boca do tempo, a silhueta do próprio corpo, como se comêssemos todos os continentes da desordem, e pedíamos, enquanto tudo num todo de assimilava, a matéria viva, a transparência, do que foi feito o nosso amor.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/05/caimos-pelos-bracos-as-unhas-de-papel.html

uma borboleta equilibrista - 27Mai2011 08:13:00
somos a respiração feita, os dias consumidos pela luminosidade, as pálpebras de incêndio, o limite e o taciturno limite partindo os passos de iodo, o lastro lento, o lastro lento lendo, a metamorfose.
escrevemos, dentro , a melancolia sentida para sobreviver.
assim lembramos, o olhar:
-uma borboleta equilibrista de orvalho pesando sobre o rosto,
sendo o rosto, lamento do ainda, do ainda de não ter sono. é neste sim, que todo o ser deve poder-te cantar, estas as palavras.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/05/uma-borboleta-equilibrista.html

o estranho guarda-chuva - 14Mai2011 13:20:00
No laboratório do instrumentalista, hospício de atmosferas educativas, celebra-se a transformação generalizada pelos cambiantes mutantes de ortografias e biografias.

Homens sem H e mulheres reclusas, das instituições semi-religiosas criam uma espécie de catedral cosmopolita, que mais parece pela confusão, uma torre de babel arruinada, repercutindo propagandas de inteligência, o que já não é mau de todo, às eloquências influentes.

Desdenham,
porque não sabem desenhar, a admiração pela percepção sentimental, quando depois de um dia de trabalho são, banalizadas para os grandes oceanos, dos livros de cabeceira, livros light, que de luz e leveza nada têm.

Estes homens e estas mulheres são dotados de uma extraordinária memória...

memória suicidária!

Esquecendo-se facilmente, da audácia, da importância da palavra e da liberdade de criar e dizer algo que seja.
É compreensível!
E por mais que esboçam honestidade,
o resultado final não é mais do que um rascunho insignificante de um momento furtivo.

Quando se pede uma voz activa, segura, assertiva...

O exigido canto do cisne,
não passa mais do que, um engasgo escandalizado, sem excepções ou ornamento pelo manifesto verificado!
Pedem-se, cordialmente discussões e o resultado são tumultos de canções roucas, um arroto distraído e o eco que se ouve, está claramente infectado por um vírus económico consumista proveniente de um pensamento viscoso egoísta.

Conclusão:
os intervenientes são uns incompreensíveis frustrados.

Todo o homem é construído de pequenas coisas e todas as coisas pequenas do homem fazem o construtivo do ser construído.
Todo o homem é construído facilmente pequeno.
De pequeno se torce o pepino com a esperança de sermos um dia grandes hortas, e nas hortas plantar espinafres será o homem que os come, o marinheiro.

O bom marinheiro é aquele que encontra no ente a libertação.

Sempre fui um bom navegador, também sempre fui um bom homem. Desejar o que dos outros é tido como direito não me parece sensato.

Todo o homem, na universidade dos seus complexos idiomas numa conferência evolutiva, combate harmoniosamente os seus ? eus ? estados de alma pelas profundas vísceras como manifestação de libertar todo o ser pela bílis, mais tarde pelo ânus.

Grita!

Sofrei irmãos da escrita vaidosamente este ímpeto de dor trágico. Enaltecei o que defecais! Porque assim é, íntimo, o filho que sempre vos cheirou bem. Comei os segredos do que extrais, os medos efeitos da arte. E como sempre será desconhecido este satisfazer; as parcialidades do homem.

Já se encontra desgastado o corpo que continua libertando da solidão a repulsa do coração intrínseco assim, para além da carência de marcar estabelecimento entre a palavra dita e a outra, a escrita, encaminha-se pelas sombras maiores do abismo revelando pela igualdade das secreções da garganta com o mesmo idealismo assumido da carne sublime fresca o ser rejeitado sempre com a mesma coragem de prosseguir com lâmina na ferida e ouvir, enquanto esta corta a dor, o seu desejo de escrever.
Que pureza estará este desafogo a conter, delicadamente pensado nos homens. Nos seres demasiados cansados ao ouvido maleável. Procura-se o metal, escondendo-se as facas, anulam-se as promessas feitas antes, sendo a viragem uma música que incessantemente regurgita nos pensamentos.

O homem que sempre foi, rodeado de prazeres, se esvai, ficando como contradição gordo, invulgarmente gordo, involuntariamente pesado, continuando a negar o artista, este ser feito de suposições recreativas.

Por ser assim, mede-se o sono dos dedos tal como a grandeza das interrogações.

A seu tempo,
A seu tempo, a lâmpada brilha mais forte, exuberante é como sempre foi este mundo maldito de necessidades. Procura-se a renúncia e a renúncia é, uma lança flamejante envolvendo um corpo sombrio de interjeições. É, a seriedade inconveniente ao discípulo ínfimo e egoísta, a que se chama:

A cobardia do homem.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/05/o-estranho-guarda-chuva.html

- 16Abr2011 05:48:00
Estamos.


Na arte nossa, murmura um livro. Uma canção. Dormem como ninguém outras vozes. As linhas dos dedos pigmentados. Lascas de sementes únicas. Mas eu quero dizer-te hipérboles, ou então, serão borboletas mascando o estômago. Mexendo dentro, agitadas, quando uma breve satisfação contempla, taciturna a noite.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/04/estamos.html

- 14Jan2011 18:14:00
"Batem as folhas da luz um pouco abaixo do silêncio.quero saber o nome de quem morre: o vestido de ar ardendo, os pés em movimento no meio do meu coraçao." herberto helder in Ofício Cantante

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2011/01/batem-as-folhas-da-luz-um-pouco-abaixo.html

- 10Out2010 21:53:00
A cabeça tem um adeus em chamas
No dobrar da caneta
Como queimasse
Os cantos às cegas
Em tua direcção.

-a temperatura das forças

Se me permites,
Sou a empregada da casa guarda-roupa
Rindo berlindes distorcidos no chapéu chuva.
E tu,
Morando na pele de qualquer ser extinto.

-sabes da barba por fazer
Da garganta em flor
Numa garrafa de vidro sangue

A ginja tem um hálito fresco como
Sempre foras doce
-E como me dói a traqueia.
A lâmpada.

-se ao menos
O gesto do ferro fosse a empregada.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2010/10/cabeca-tem-um-adeus-em-chamas-no-dobrar.html

- 15Set2010 17:05:00
foi sempre a verdade,
percorrendo a terra
dentro do corpo dado,
que o coraçao salivou uma ultima vez.

sempre foi a verdade,
enaltecendo o vestido negro
coberto de asma
que a pupila lenta do fantasmagórico
encontrou o seu aconchego.

foi sempre a verdade,
ou nao haveria sentido
sempre que dobramos os joelhos
em busca de perdao
ou nas ruas de calor intenso
do corpo
falaríamos a quebra dos ossos
mordidos pela palpitaçao
lacrimal dos sentimentos.
foi sempre a verdade,

esta morte que se come da terra,

que alimenta as melancólicas
antivisoes do que sempre foi a verdade ,
esta estranha,
a morte na espera.

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2010/09/foi-sempre-verdade-percorrendo-terra.html

- 13Set2010 18:00:00



Nick Cave Thirsty Dog Lyrics:

I know you've heard it all before
But I'm sorry for this three year war
For the setting up of camps
and wire and trenches
I'm sorry for the other night
I know sorry it don't make it right
I'm sorry for things I can't even mention
I'm sorry, sorry, sorry, sorry
I'm sitting feeling sorry in the Thirsty Dog
I'm sorry, sorry, sorry, sorry
I'm feeling very sorry in the Thirsty Dog
You keep nailing me back into my box
I'm sorry I keep popping back up
With my crazy mouth
and jangling jester's cap
I'm sorry I ever wrote that book
I'm sorry for the way I look
But there ain't a lot that
I can do about that
I'm sorry, sorry, sorry, sorry
I'm sitting feeling sorry in the Thirsty Dog
I'm sorry, sorry, sorry, sorry
I'm feeling very sorry in the Thirsty Dog
I'm sorry about the hospital
Some things are unforgivable
That things simply cannot be forgiven
I was not equipped to know how to care

Amnd on the occassions I came up for air
I saw my life and wondered
what the hell I had been living
I'm sorry, sorry, sorry, sorry
I'm sitting feeling sorry in the Thirsty Dog
I'm sorry, sorry, sorry, sorry
I'm feeling very very sorry in the Thirsty Dog
I'm sorry about all your friends
I hope they'll speak to me again
I said before I'd pay for all the damages
I'm sorry it's just rotten luck
I'm sorry I've forgotten how to fuck
It's just that I think my heart
and soul are kind of famished
I'm sorry, sorry, sorry, sorry
I'm sitting feeling sorry in the Thirsty Dog
I'm sorry, sorry, sorry, sorry
I'm feeling very sorry in the Thirsty Dog
Forgive me, baby but don't worry
Love is always having to
say you're sorry
And I am, from my head
down to my shoes
I'm sorry that I'm always pissed
I'm sorry that I exist
And when I look into your eyes
I can see you're sorry too
I'm sorry, sorry, sorry
I'm sitting feeling sorry in the Thirsty Dog
I'm sorry, sorry, sorry
I'm feeling very sorry in the Thirsty Dog
I'm sorry, sorry, sorry
I'm feeling very thirsty in the Sorry Dog
I'm sorry, sorry, sorry
I'm feeling very sorry in the Thirsty Dog

Fonte: http://naentradadoabismo.blogspot.com/2010/09/blog-post.html