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Cantares e Poesia

- 11Jan2011 02:12:00
http://www.bookrix.com/_title-en-lucia-constantino-cuerpo-de-a-oranza


Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2011/01/httpwww.html

INFÂNCIA - 17Set2010 00:02:00
Não esqueço dos laranjais
à beira da estrada,
enfeites de Natal
que continuam balançando
na minha árvore da memória.
Tal qual as carambolas,
estrelas que o sol esculpiu
num dia em que sonhou ser noite
e fazer história.

A infância é a ária da vida
cantada com duendes e fadas.
Só quando ela termina,
é que ouvimos
o som da lágrima.



(Direitos autorais reservados)

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/09/infancia.html

Teu Silêncio - 09Set2010 00:24:00
Alí, nesse Teu silêncio
atravesso minha terra de mágoas
e leis que me fizeram fruto
sobre raízes cansadas.

Não sou capaz de reflorescer
nessas estações adormecidas.
As dores - comuns, banais,
ardem nas letras,
mas não recriam vida.

Liigo-Te às fontes
para ser capaz de me alvorecer
no lado escuro da vida.
Teu rosto ainda me é horizonte.

Tocas-me as pedras,
recostadas, miseravelmente,
em meu espírito.
E com um gesto de luz
sei que também as eleva.

E prossigo.






(Direitos autorais reservados).

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/09/teu-silencio.html

O amor nos tempos do onça (*) - 14Jul2010 00:04:00

Chega-se perto de algumas paragens.
Perto.
Jamais dentro.
O possível vem sem luz.
Enunciados de silêncios.
Claridades que choram por si mesmas.
A noite vazou as águas
sobre a palidez das têmporas.
O que acaba
é um poema que ninguém mais lembra.
Da última vez, tudo era superior:
ao primeiro, ao segundo, ao terceiro...
Era o único amor.
Não, não me digam qual é o lado
que dá para o mar.
Esse, me mostra o espelho,
no fundo de uns olhos vermelhos.
Naufrágio do por-do-sol
- e não há luar.




Imagem: Fotosearch/Google
(Direitos autorais reservados).

(*) título inspirado no romance "O Amor nos Tempos do Cólera" de Gabriel García Marquez.

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/07/o-amor-nos-tempos-do-onca.html

NESSE LUSCO-FUSCO - 09Jul2010 00:00:00

Queria parar as horas
desse céu trançado de nuvens:
clerical pedágio para o infinito.
Travar as horas - queria, queria,
para me resgatar
sem temor,
destes paramentos de palhaço
quando pranteio uma terra deformada
em países, raças, ideologias,
em humana cegueira encarcerada.
Começo a acender lampejos de esperança
nesse lusco-fusco
onde dormirá esse céu azul estrangeiro
que me inicia.
O tempo vai, rápido,
como o pensamento
Corporifica-se:
lágrimas na planura ondulam-se como rio
partindo de sonhos sem foz.


Imagem: Fotosearch - Google
(Direitos autorais reservados).

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/07/nesse-lusco-fusco.html

O Grande Sentido - 21Jun2010 01:02:00

Quem chorará comigo
aquele que se foi hoje!
Quem entenderá
que seu sangue era vermelho como o meu,
que seus olhos brilhavam como os meus,
que eu o amava como se amam os seres
que nascem para nos moldar,
para nos ensinar,
para nos conduzir!
Não sei quem chorará comigo.
Talvez apenas aqueles que sabem
que eu e o verde das plantas somos um.
Que os ninhos reconduzem à esperança.
Que cada raio de sol
me faz agradecer o fato de eu poder,
mais uma vez, enxergar
o nascimento de um novo dia.

Quem chorará comigo
o meu amigo que partiu hoje,
cujos olhos me falavam
de um mundo que talvez, um dia,
eu entenderei no seu mais amplo sentido.
O mundo da fidelidade, da lealdade,
do companheirismo, do amor incondicional.

Porque debaixo desse teto de estrelas
e lutas e derrotas e vitórias,
eu e esse cão que partiu hoje
éramos Um só
diante Daquele que igualmente nos
deu o mesmo sopro de vida.


(Direitos autorais reservados).

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/06/o-grande-sentido.html

FRIO - 05Jun2010 00:20:00

Frio. Apenas esses olhos de memória
passeiam lá fora.
Esses dias frios trazem a distância
entre o corpo e o espírito.
Dirijo-me a essas coisas pequeninas
que me trazem os sons dos violinos:
o olhar do cão, o passo do pássaro molhado,
a flor na relva ainda viva,
apesar do vento, do frio e das chuvas.
A borboleta na parede, aguardando o início
de um vôo ao desconhecido.
E escrevo gelando,mas com o rosto voltado
para a grande luz da palavra
que procura o céu e suas estrelas
como um viajante perdido na noite.
Resta-me o eco das coisas resguardadas
pelos olhos da memória
para fugir dessa fronteira com o inverno
onde até os violinos emudecem.



(Direitos autorais reservados).

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/06/frio.html

PROMESSA - 04Jun2010 00:19:00

(para minha mana Luiza)


Nós caminharemos
por esses espaços onde sonharam
os nossos passos.
As folhas mortas ficarão para trás.
E os silêncios insanos.
Iremos para onde vai o sol,
porque ainda somos humanos.

Nosso verbo será ouvido
falaremos de nós
e sei que haverá quem ouça
a nossa voz.
Falaremos dos nossos sonhos
e ansiedades
e ideais e contrariedades
sem que tenhamos o silêncio
como resposta
dos narcisos que só conhecem
o próprio rosto
e a própria porta.

Caminharemos como quem passa
pela vida em estado de graça
indo, vindo, se perdendo,
mas ousando e sendo.

Caminhante, que irás ao meu lado,
iremos devagar.
Sem futuro, sem passado,
sem seres alados,
sós, com nós mesmos,
mas finalmente,
despertados.

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/06/caminharemos.html

DOR - 22Mai2010 23:35:00

Tudo é silêncio e dor.
Escrever hoje é apenas
um exercício
para ver se consigo enxergar as letras
por entre as lágrimas.

...minha Shaninha, nos reencontraremos
na eternidade.

Lúcia Constantino (Clara Letícia)

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/05/dor.html

Nossa Senhora das Mães, - 09Mai2010 17:25:00

(à minha amada mãe Hilda, in memoriam)


Se posso Te pedir alguma coisa,
do ventre deste melancólico dia,
é que no Teu Lar de Luz,
ornado de manjedouras,
conserves todas as mães
(que estão aqui e que já passaram)
como essas estrelas guias
que são, para o coração,
o mais verdadeiro e sincero
pão nosso de cada dia.


(Direitos autorais reservados).
Imagem: Fotosearch (Google)

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/05/nossa-senhora-das-maes.html


Tributo à Antoine de Saint-Exupèry


Elas te trouxeram do invisível em suas luzes,
para iluminar nosso império.
Abriste a casa de tua alma ao mundo,
e a tua linguagem foi transparente e límpida
como o coração do teu príncipezinho.
Cada pedra de tua cidadela interior
recende a perfume de tuas laranjeiras
"convém libertar a árvore e ela desenvolver-se-á
com toda liberdade" (*)
Enquanto amavas a liberdade, os homens
não se reconheciam mais, e estilhaçavam
seus tristes espelhos,
para não verem mais seus rostos.
Enquanto um ser humano partia e
"se tornava montanha e barrava o horizonte" (*)
hoje à luz de todas as estrelas o homem
se auto arbitra em trevas.
Mas tu permaneces, como as raízes,
como as tuas sentinelas a velar o essencial,
para que os rivais da alma humana
não destruam as rosas, não podem os laranjais,
não armem redes invisíveis para apanhar
a argila humana, aquela que tanto amavas.
"Só o Espírito, soprando sobre a argila,
pode criar o Homem" (*)



(*) Saint-Exupèry

Imagem: Google

(Direitos autorais reservados).

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/04/o-menino-das-areias-tributo-saint.html

DESDOBRAM-SE OS SINOS - 14Mar2010 20:23:00

Desdobram-se os sinos
sobre os meus pensamentos.
Dobro as pálpebras sobre o violino,
arco-me ante o templo dos ventos.

Levo o horizonte nos meus braços
dessas tantas ausências em vão.
Vou nos acordes dos meus passos
cifrando-me em notas do coração.

Só sei essa canção que um anjo,
um dia, tocou pelos espaços
para despertar-me à imensidão.



(Direitos autorais reservados)




Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/03/desdobram-se-os-sinos.html

AKIM - 10Mar2010 23:40:00
De que ramo nasceu essa flor...
talvez daquele que um anjo esqueceu
bem na palma da mão de Deus.

Veio talvez num arco-íris,
ou numa estrela em noite azul.
Faz-me rir, chorar,
e acreditar
que os homens
ainda podem ser Luz!



Vide Akim Camara

http://www.youtube.com/watch?v=DreyVZ49_mA

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/03/akim.html

CHOVE LÁ FORA - 28Fev2010 13:04:00
Chove lá fora.
Por que estou aqui dentro,
sem memória, sem tempo,
não vou embora.
Chove lá fora.

A boca de prata
do céu desabou,
a estrada era clara,
a água levou.
Chove lá fora,
não vou embora,
não sei pra aonde vou.

Cismo esperanças
em meus olhos-criança
sem adeus de tesouros,
só dias de ouro.
Minha alma guardou.

Chove lá fora,
Parem as horas.
Me digam onde estou.


(Direitos autorais reservados).

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/02/chove-la-fora.html

CAMINHOS DAS ÁGUAS - 27Fev2010 23:01:00
Estranhos caminhos das águas,
nos lentos sorvos do mundo.
Nos olhos, nos cristais das casas,
são pérolas que emergem
de mares profundos.

Pousam nos lábios
como beijos de ventos.
Profanas, salgadas
pétalas de dor.
São melodias,
são faustos alentos.
Navegam na face
num sorriso de amor.

Águas me fogem
da face silente.
Paisagem lunar,
sou um veio vazio.
Leio nas pedras
(as que não sentem)
que eras deserto
e tomei-te por rio.



(Direitos autorais reservados).

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/02/caminho-das-aguas.html

AQUELE INFINITO - 14Fev2010 23:32:00
Sou lua de silêncio e vento
náufraga e violino
dentro dos bosques.
Chamamentos,
que a claridade consome.
Verás meus pés guerreiros
cansados de tantas batalhas.
O que me foge no rosto
- aquele infinito
que em meus olhos desmaia.


(Direitos autorais reservados).

Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2010/02/aquele-infinito.html

A PEQUENA FLOR - 28Fev2009 04:04:00

A pequena flor
habita a manhã
de um novo dia.

Dá as mãos às outras flores
para não se vergar aos ventos
e deixar de ser perfume.


Sorve a água das mãos
que a colhem
sempre que é preciso morrer
para renascer dentro de um coração.

A pequena flor...
em sua vida aberta para o mundo
e o ar na pele.
Esvoaçar lembranças
que engendrarão raízes
no lusco-fusco
das pálpebras dos sonhos.



(Direitos autorais reservados).
foto:http://flowersofhappinessandpeace.ning.com


Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2009/02/pequena-flor.html

OLHAI OS LÍRIOS - 28Fev2009 03:37:00

Não se pode ver o bem o horizonte
nem os frutos das árvores,
nem os lírios dos campos,
nem as águas silenciosas das espumas vivas
que caem dos céus sobre as margaridas...
se somente nos querermos
demasiado, tanto e tanto
que só nos enxerguemos como sábios,
como deuses, como santos.
De que é feita a vida, senão dessa terra
mãe da paz, do amor, da alegria?
Aquele que somente enaltece a si mesmo
isola-se por conta própria para consumir-se
na solidão de sua cidadela vazia.
Não há a pequena côrte de nós mesmos.
Não há uma estrela sozinha brilhando no céu.
Somos também planetas, galáxias.
Todos, sem exceção, somos iguais.
Não é melhor o meu, nem o teu.
A perfeição somente é inerente
a uma Consciência Maior.
Chame como quiser.
Ou Deus.
(Direitos autorais reservados)
foto:http://flowersofhappinessandpeace.ning.com


Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2009/02/olhai-os-lirios.html

REFLEXÃO AO ANOITECER - 21Fev2009 23:45:00

Senhor, obrigada
Pela graça de ter o infinito como portal.
Por essa melodia que perscruta o fundo de minha alma.
Obrigada por eu ter rostos que jamais me dirão adeus
porque vieram comigo desde sempre pelos caminhos
e assim seguiremos pela eternidade.

Obrigada pelo país da luz que me deste,
onde dispusestes folhas verdes
pelos chãos, pelos muros,
para que jamais eu me perca,
para que jamais eu me esqueça
da Tua primavera e dos Teus perfumes.

Obrigada pelo dia de hoje,
quando delicadas estrelas
se espelham em minhas vidraças
e anunciam-me o despertar da noite
quando todos os olhos em Ti se fundem
e o sonho da alma se levanta pra viver.

Agradeço-Te o ontem, o hoje, o amanhã
de todos os jardins iluminados em Tua beleza sagrada
refletida nos rostos das flores, das crianças,
e nos olhos puros e inocentes dos animais.

Obrigada pelos amanheceres
dos meus ramos interiores
que sustentam meus pés
para este vôo do espírito.

Um dia o pássaro que fez na Tua terra
um sagrado ninho há de ir-se para sempre
rumo à Tua amplidão.

Que lhe seja leve esse vôo
e que,mesmo por entre chuvas e ventos,
consiga fazer, enfim, seu eterno pouso
junto ao Teu coração.


(Direitos autorais reservados. Lei 9.610 de 19.02.98)

Foto: imagem pesquisada no Google


Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2009/02/reflexao-ao-anoitecer.html

LÍRIO DO CAMPO - 21Fev2009 01:35:00

Este lírio do campo
não esteve aqui o mês inteiro.
Surgiu agora
no final de novembro.

É de um rosa diferente,
talvez um lilás profundo.
E tem rosto de anjo
surpreendido no mundo.

Seus outros companheiros
de igual bíblica beleza
têm portes de jardineiros
e olhos de pálidas estrelas.

Proféticos, sagrados.
Flores que, um dia, Deus aspirou
para se sentir amado.

Ó lírio amante,
nascido daquela aurora.
Hoje talvez Deus te repense
e chore.



(Direitos autorais reservados.Lei 9.610 de 19.02.98)


Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2009/02/este-lirio-do-campo-nao-esteve-aqui-o.html

QUERIA COMPREENDER - 20Fev2009 23:30:00

.... ah, quem me dera compreender
os "pobres" de espírito interior.
Seu pensar, seus sonhos.
Sonhos de ouro e glórias.
As inuteis glórias do mundo!
Suas vidas são como poeira do chão
que um vento carrega pra lá e pra cá
e seus rostos brilham por trás de falsos letreiros
e refletem aquele brilho falso das esferas menores
onde o espesso e verdadeiro eu jamais é encontrado.
Tenho compaixão pelo sentenciados aos abismos da idolatria,
do egocentrismo.
Do pão que comem cru a cada novo dia
pois querem antecipar a hora da colheita,
sem aos menos terem tido a participação de suas mãos
no revolver da terra sagrada.
À palavra soberba, ao rosto enfeite moldado
em falsos brilhantes, desejaria oferecer
para um clarão de dia nas trevas,
lírios do campo, cordeiros pastando,
crianças brincando de roda ao luar,
porta-retratos com flores e pássaros,
um quadro de Matisse,
uma formiga carregando uma pétala,
um luar de agosto cheio de pirilampos,
nuvens no céu
e um ocaso num mar de nuvens esmeraldas
para que se conscientize
que o verdadeiro e único brilho
é aquele que dinheiro nenhum compra
é o afeto e reverência pela vida,
que Deus doou ao coração humano
como o seu único e maior tesouro.


(Direitos autorais reservados).


Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2009/02/queria-compreender.html

NOITE MÃE - 14Fev2009 01:43:00
Noite mãe compassiva,
a ti entrego meu coração.
Em teus braços de estrelas
depõe minhas flores,
antes tão vivas,
para que ressuscitem do chão.
Noite mãe, nenhuma palavra soberba
descerá sobre minha fronte
tornando-a enferma.

Ouvirei dos teus silêncios, ó noite mãe,
a verdadeira música que apascenta
os ocasos dos meus horizontes.

Jardim etéreo aos portais dos séculos,
hoje tua luz reescreve um poema de vida
na minha dolorosa face de ontem.


(Direitos autorais reservados. Lei 9.610 de 19.02.98)


Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2009/02/noite-mae.html

O GOZO DA PEDRA - 11Fev2009 01:43:00

Canto e canto. É silêncio.
Os sonhos escuros da luz pelos cantos.
Realiza-se o gozo - ei-la pedra.
Seu séquito é soberbo,
e leva à cabo seus intentos.
E goza.
Ri - ri muito, inspira-se.
Um dia seu verde será negro.
Seu azul será vermelho.
Seu ouro será pálido
como os olhos que choraram.
E no seu escuro sono sem luz
talvez vagamente
lembrará que tu eras dia.



(Direitos autorais reservados. Lei 9.610 de 19.02.98)



Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2009/02/o-gozo-da-pedra.html

É BOM QUE ASSIM SEJA - 11Fev2009 01:21:00

Não podes mostrar
o esforço do teu rosto
em encantar as estrelas.
Consome-te em ornamentos
sobre os grandes vales
e eles quedam nos abismos.
O bosque selvagem não floresce
sem sol, sem vida...
Meu espírito debilitou-se de ti.
E é bom que assim seja.
Nunca mais o escuro caminho
para o labirinto.
Nunca mais a pedra sorrindo
seu sorriso de fera sádica.
Teu caderno de música espatifou-se
aos meus pés -- e é bom que assim seja.
Não quero mais esta enfermidade,
esta marcha pelas montanhas negras,
estas pautas desconsagradas,
lúgubre tear de veias vazias.
E é bom que assim seja.
Até que a última palavra
seja o último tijolo
fendido da pirâmide
reconsagrada
por um rosto de verdade.
(Direitos autorais reservados. Lei 9.610 de 19.02.98)


Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2009/02/e-bom-que-assim-seja.html

YO NECESITO - 29Jan2009 23:27:00

Yo he estado tan lejos del aire de la tierra.
De la verdad de la tierra.
Aquella que no tiene calendário,
No tiene sombras por los caminos.
Aquella que besa otras tierras
sin importarle si hay flores, frutos,
solamente las besa por ser sus hermanas.
Yo necesito del pan de esa tierra
para compartir con todos.
Incluso yo.



(Direitos autorais reservados. Lei 9.610

de 19.02.98)


Fonte: http://cantaresepoesia.blogspot.com/2009/01/yo-necesito.html