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António Botelho

? AMOR DESNUTRIDO... - 25Mar2019 15:33:03
Arde este grande anseio que percorre
Os vasos sanguíneos da mente
Cada músculo do corpo onde escorre
O desejo de ti do eternamente

E pra comigo mesmo me socorre
O pensamento em que vens simplesmente
E me tocas no intuito o anseio morre
O teu presente adoça o ar veemente

E escrevo intensamente até que sinta
Este amor em ferida que me finta
A lucidez e a sorte que reparte

São sintomas de amar tão desnutrido
Que talvez possa ser evoluído
Já que o poeta põe amor nesta arte

16-08-2017
António Botelho


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=326976

Nos anéis dos teus lábios - 25Mar2019 15:33:03
?
Nos anéis dos teus lábios perdi
O paladar de todas outras coisas sem fim
Posso ser vivo apenas só em ti
Sobretudo quando desmazelas o corpo em mim

Sem valor o batom e o verniz que em ti usas
Não é na podridão da falsa aparência
Que friccionamos nossos corpos sem blusas
Apenas podemos SER um só na existência

13-08-2017
António Botelho


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=326844

Encaixotei-te no coração - 25Mar2019 15:33:03
Foi no teu lance ensurdecido
Que decidi olhar-te no profundo dos olhos
Escavando o espaço com o corpo já dorido
E o ar que flutuava cheio de molhos

E frescas neblinas que apaziguavam o sofrer
Das lentes que jorram cascatas pela cara
E foi então que os deuses te estenderam ao meu ver
Soprando-te para os meus braço numa clara

E desde então encaixotei-te no coração
Com adesivo de aço forjado com diamantes
O suor dos corpos é o néctar em ebulição
E tudo voltou a ser como antes

09-08-2017
António Botelho


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=326705

EnDiabrado - 25Mar2019 15:33:03
Sinto-me endiabrado à plenitude
Dos dias com luz negra ou ofuscante,
Sou a migalha de algo tão marcante
Entre as últimas páginas de crude.

Sinto-me preso nas pedras do açude
Onde as terras bebiam refrescante
Água regadia tão semblante
Que agora negra a vida já não ilude.

E é no rascunho dos chifres que trinco
Afiando os meus dentes laminados
Na ânsia, negridão nefasta trinco

Das portas da mente em paz e enterrados
Sentimentos de afecto em negro brinco.
Restam-me só poetas enforcados.

António Botelho
24-07-2017


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=326227

RESIGNAÇÃO DE SI MESMO - 25Mar2019 15:33:03
Há muito que tem perdido o jeito
E a alma de poeta apaixonado
De coração engessado ao peito
Em lista de espera ele é esperado

Irá dormir em fogo no seu leito
Na usurpação do amor mais encarcerado
Praticando a paixão sem preceito
Sem que à fisiomenterapia tenha faltado

E é na falta da euforia de se ser
Que este trovador tem sido morno
Quase que deitando a perder
A paixão desde sempre em seu torno.

05 de junho de 2016
António Botelho

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=313085

NA ÂNSIA DO CAFÉ - 25Mar2019 15:33:03
É ténue essa linha e entre nós
Entre a calma e o choro de te ter
Dentro de mim deslizas a ferver
Depois de desfeito em mil nessas mós

Negro em tudo é a tua triste foz
Escravizada e mártir para crer
E nós continuamos a beber
Sem preocupação de lhes dar voz

Na língua te mantenho o sabor forte
Que me apodrece o hálito de morte
Depois seco por ti tão impaciente

Derretes a garganta fervoroso
E no impasse pequeno e saboroso
Fazes mover motores desta gente

20 de fevereiro de 2015
António Botelho



Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=288240

Os corpos que se unem - 25Mar2019 15:33:03

Pela madrugada adentro
Adestrando vultos de falsa coragem
De pensares estampados de prazer
Em tudo
Em nada
Em pouca e vã cobiça de mim mesmo
Dos corpos que se unem
Mentalmente
Sem qualquer atrito prazeroso
Só a poesia assim o torna possível
Nada mais para além das areias entre linhas
Que devastam diferentes nações sentimentais
E sangrentas guerras são criadas
Entre os matos e silvados desta nação
Conjugados entre prazer diários de maledicências
Falsas instruções a mim mesmo
E na conjugação social dos amantes bisbilhoteiros
Parte-se novamente para a guerra
Entre martelos de madeira e julgamentos judiciais
Morre gente
Surtam-se cidadãos e vontades
Tudo rebenta em euforia e garra de término catastrófico
Para depois vir a bonança
A calma
O mentalismo
A intensidade da imaginação

Tudo só na minha mente

19 de dezembro de 2014
António Botelho


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=287306

CATORZE PASSADO - 25Mar2019 15:33:03
O olhar dos horizontes sobre nós,
Vivência incandescente sem humano
Nesta procura dos podres... foi o ano!

A sombra do catorze foi atroz,
Fluíram tais tristezas, tanto engano,
A bonança perdeu a sua foz
Mas nem sempre foi tudo tão insano!

De nada vale ser sem se viver.
Portanto, antes de se ser, há que ter
A ânsia do lustro e do mundo pra nós!

A gente sofre sem saber das gentes
Que realmente sofrem, indecentes...
A paz de Portugal extinta e atroz!

Dornelas - segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
António Botelho

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=287184

A SOMBRA E A LUZ - 25Mar2019 15:33:03
Cais sobre mim em puro pensamento
E esta revolta alastra-se por ti
P´la tua indiferença e fingimento
A escapatória que crias-te aí

No teu mundo de amigos pouco atento
Ao coração tristezas que em ti vi
O sumo dos despojos sem alento
Agora sei que de ti me perdi

Esta terra que quebra o sofrimento
Harmonia com restos de ti vivo
A sombra e a luz com mais florescimento

Lágrimas descem o Dão tão aflito
Entre rocha e terreno de cultivo
Para no mar morarem sem conflito

29 de dezembro de 2014
António Botelho


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=285007

POETICONATAlÍCIO - 25Mar2019 15:33:03
São chamas pardacentas que incendeiam
As almas dos levitas no Natal!
Com ternura e amor a casa incendeiam,
A esperança de mais paz mundial!

Em ceias de alegria tão vital,
Entes queridos, as boas semeiam!,
E os doces vinhos que não nos medeiam
O desejo da gula divinal!

Luzes mágicas, sonhos em presentes,
Noites, brancas, de tons tão diferentes;
Os sentimentos brilham em clarão!

Convivência em tão grande lazer?
Um postal natalício p´ra ter
A magia da noite em solidão?

António Botelho

Poema publicado aqui no Luso-Poemas a 27 de dezembro de 2010

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=284773