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Poesias de Antonio Botelho

O ALMOCREVE - 25Mar2019 15:47:16
O ALMOCREVE (Foto Bruno Andrade)


Desse raio sonoro nasceu vida
Incandescente nas asas de neve
Frágeis como a memória tão perdida
Dos tempos em que ser um almocreve

Era esse gesto andante de aguerrida
Ligando o mundo que agora é tão breve
A internet de tempos sem guarida
A honra e a palavra agora só se escreve

Os animais trilhavam com as gentes
Carteando odes dos seus mestres santos
Sob chuva e granizo tão estridentes

Com candeias p´las noites frios mantos
O tilintar das cargas bater dentes
Assim morriam nas vias de prantos

dornelas - 17 de outubro de 2015

António Botelho





Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/ewGeeV8dCkc/o-almocreve.html

A QUESTÃO QUE A CHUVA TRAZ - 15Set2015 20:44:00

A Chuva cai na vasta sensação
De um tudo e nada que só devastado
Escorrendo p´la seca solidão
E entre tormento falso resvalado

Cai tão gelada e tépida sem vão
Entrelaçando o amor revigorado
Em leves pensamentos ilusão?
Doces sarcasmos desse acaso fado

Tilinta em mais chapadas tão frenéticas
No apaziguar de chamas apoplécticas 
A dúvida de um rumo que chegou

Na intensa sensatez que se administra
Nos vales sossegados ela listra
Movendo tudo o que o verão secou

terça-feira, 15 de setembro de 2015

António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/f1FE5nfmoVg/a-questao-que-chuva-traz.html

- 12Nov2014 16:29:00
As estrias do pensamento regridem em mim
Convexo
Assim refluxo de mim mesmo
A arte em vinho afundado pelo senso
A sensatez e o enevoado calar
Sem mais sentimento
Sem mais paixão
Só a amargura de um fim terrível
Nada mais
Ténue
Paixão
Sorte sem fim que desagua num poço negro
Morte
Solto na solidão
Sem nada

António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/33sRyaGkTxU/blog-post_64.html

- 09Nov2014 00:18:00
MURALHA DE FLORES

Entre ruídos e despejos de arte
Uma muralha de flores de ferro
Trono de tantos reinos sempre aparte 
Nos despojos humanos eu me enterro

Cavernas oriundas de outra parte
Ao gritar o silêncio assim me encerro
Entre os mundos da mente a desejar-te
E pela realidade tanto berro

Somos eras que trepam este mundo
E se apoderam de tudo sem fundo
Sanguesugas trepantes incoercíveis

Misto de tal pobreza poderosa
Rebeldes da certeza conflituosa
Entre sangue e certezas sem mais níveis

Dornelas - domingo, 09 de novembro de 2014


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/j1G8L6ikdkw/blog-post.html

Excerto - 31Out2014 16:01:00
A memória permanece infinita
Os bons momentos relembrados
Emitem lágrimas de tristeza e saudade
Os maus momentos revirados
Geram raiva e falta de sanidade


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/YrJVwdaTaHw/excerto.html

PELA MANHÃ DIFUSA - 17Out2014 12:31:00
Pela manhã difusa entre estes campos
Saudades que nas gentes longe trago
É tamanha a poesia sem mais tampos
Nesta terra divina sem afago

Opera sinfonias sem mais grampos
A natureza viva em tanto bago
Ausente de misérias ou sarampos
Assim Dornelas onde me embriago

Vapor da madrugada neste vale
De gotícula de vida que embale
Esta verdade humana em mal e bem

Lendas religiosas entre as gentes
Pra que assim se permitam ser mais crentes
De um lado ao outro a morte não olha a quem

Dornelas ? sexta-feira, 17 de outubro de 2014



Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/iO6sxL2RxqI/pela-manha-difusa.html

- 16Out2014 20:17:00
Só sei que entre as paredes que me encontro
O tudo e o nada acontecem na metafísica
Os choros vazios de lágrimas surgem em confronto
E a mente assim permanece viva mas tísica

A chave dos amores que o Homem vive entre si
Sem que as masmorras desabem sobre os seus poros
É somente a semente que sofre por aí
Inunda na imunda infeção de outros choros

E numa chama de felicidade gélida de emoções
A vida se prolonga entre as ruelas guarnecidas
De apenas veras e falsas constelações
As andanças bipolares nunca esquecidas

Dornelas - quarta-feira, 15 de outubro de 2014


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/10dQwbTaJT0/blog-post_16.html

ETERNIDADE DOS DESEJOS - 24Jun2014 22:59:00
A eternidade dos desejos mornos
Agora mortos, só despedaçados.
Luzes ambíguas sem ti, sem contornos,
Sem a infância que fomos ? destroçados.

As minhas mãos geladas entre fornos
Acesos p´lo amor que outrora cruzados?
Relembro entre o calor destes adornos
Onde nos elevámos - nos criámos!

Mato o futuro pra viver presente,
O choro mata a sede diariamente
E a mágoa não se alaga - venenosa!

Choque entre brindes cheios de tristeza,
Sombras tísicas de mental pobreza.
A podridão do amor feliz - viscosa!

Dornelas -  terça-feira, 24 de junho de 2014
António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/WzuXkRe0Koo/eternidade-dos-desejos.html

- 17Fev2014 00:58:00


TALVEZ POESIA

O lixo cheira o meu nariz bicudo
Nas profundezas desta inspiração?
Revolta-se e retoma-se a canção
Em restos inspirados de um escudo.

Palavreio estas folhas em veludo,
Estudo os batimentos ? coração
- Pra dele retirar tinta em ação
Molhando a permanente, escrevo mudo!

O amor é uma gota desta vida
Que esgota a vida sempre facilmente,
Que esgota a vida mas, sendo o nascente,

Socorre a caminhada dividida!
E só nos resta ser sedentos vãos,
Mas bebermos a vida como irmãos?

Dornelas ? Domingo, 16 de fevereiro de 2014
António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/Lx10-qpdnmk/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html

A INSPIRAÇÃO RETORNADA - 21Abr2013 12:14:00


Desempenha assim o astro renascido
Poesia retorna a mim em estratos...
Aqui embate o reflexo do passado
Os caminhos pequenos, aparatos.

E antes se deixem vir a nós os factos,
O andamento da mente congelado,
O coração em furnas de tais factos!
Circunscreve e inspira o recriado.

Quero viver a vida, não sonhá-la,
Não perder sinfonia ou a pala
Do Camões que se criou na história.

Cidra de ventos mártires confusos
Tal como este poema em parafusos,
"Ar Te" dou na mensagem desta glória!


Coimbra - Sexta-feira, 21 de Abril de 2013
António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/6fRhAW8Ae5M/desempenha-assim-o-astro-renascido.html

SEXTA-FEIRA COIMBRÃ - 20Abr2013 11:32:00













A Sofia descansa e adormece,
O ar não folgado, rejuvenesce.
O som dos repuxos consegue ouvir-se
E os reflexos no chão não estão cobertos de gente a rir-se.

Silenciosos murmúrios apenas ficam
Pelas ruas suadas de pegadas.
Só as bermas das escadas se esticam,
As ruas e as casas abandonadas.

A lua fica para espreitar as ruas,
O vazio e os animais abandonados,
Os edifícios mortos, paredes nuas,
- Os estudantes imigrados!

Coimbra - Sexta-feira, 19 de Abril de 2013
António Botelho



Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/isDPc9b9iWc/sexta-feira-coimbra.html

- 10Fev2013 11:37:00

Olá a todos.

A todos os bloggers, não bloggers, visitantes esporádicos e assíduos deste blogue, espero que tenham tido boas leituras e boas escritas, e também me desculpo por já há quase um ano não publicar absolutamente nada por aqui. Pois é, a vida nem sempre corre como estamos à espera, no entanto, desde que haja outros amores que nos compensem tudo isso, o equilíbrio mantém-se. Venho então publicar um poema que me ocorreu ultimamente - o que é raro, visto que já quase não escrevo, só me dedico à fotografia - mas que ainda assim, decidi deixar-vos por aqui, na esperança de que a veia poética ainda se mantenha. Obrigado a todos os que me deram apoio noutros tempos :D

Foram destronados os reinos desses dias!
- Os dias em que a plenitude poética o era!
Já pouco me resta desses sofias,
Já pouco me resta dessa boa fera.

Nada ganho em me conter com as palavras,
Agora estudo-as de forma científica.
Tenho saudades dessas macabras,
Ainda é uma guerra pacífica.

De nada vale à crise que o povo se zangue,
Que o choro se intensifique com sangue,
Que a amargura do luxo tenha um ?bang?
Ou que os políticos de vós mangue!

Pavorosas economias que o governo pagina,
Ortopedias mentais - seguem a sua sina!
O povinho pensa que é manipulado,
Mas todos o somos e ninguém está de lado.



António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/-OFVeLxAT7Y/ola-todos.html

- 29Abr2012 02:27:00




a minha fase de espíritos bons está a tornar-se decadente
os cavalos negros aproximam-se
quer-me parecer que é um teatro do dia-a-dia
um espectáculo privado de um só espectador
eu

todo o invólucro do sentido permenente
um catcto risoma de pontas desapegadas
uma pedra presa no mexilhão negro
a água do mundo em tsunamis robustos

a cela dos imortais é a vida
a cela dos mortais é a morte
e a cela dos sentimentais é o amor

nada confere aos descendentes das flores da natureza
o lustro que trespassa as partículas incandescentes
a fúria da palavra calma a vibrar
anjos arrebatados a comprar armas nucleares para a extinsão dos homens
o prato da comida são as mãos do povo
e o povo, não sou eu nem tu
são todos os outros que assim não se consideram


António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/5Zc0rzIKGRo/minha-fase-de-espiritos-bons-esta.html

humos e humanidade - 27Mar2012 23:44:00

humos e humanidade


num total de dias desde que vivemos

pisamos coisas duras

ou gelatinosas

claras ou escuras

e

essas coisas

muitas vezes cobertas de uma matéria escura

não nos deixa a quem da dignidade com que se tratam os seres humanos


14/03/2012

Antonio Botelho


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Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/q2i0zOKz01w/humos-e-humanidade.html

URGE! - 10Fev2012 00:13:00


Urge! Urge a vontade de escrever
Como há muito não tinha! Sou escravo
Que me faz ver o mundo sem morrer,
Que me aconchega sempre que me encravo!

Escrevo com a força pra vencer!
E lapido a fluência pra viver,
Descavo os versos de um terreno bravo!
Cultivo as armas de uma flor de cravo.

Dornelas - 23:54h - Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012
António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/l5kGknmYF8c/urge.html

Como me calas com palavras tão modestas.
Como tornas a minha consciência breve.
E levas-me a agir como a natureza deve!
A minha mão percorre a tua face em festas!



...o amor cala o poeta com as palavras mais modestas.

António Botelho


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2011 - 31Dez2011 16:52:00

Foi o ano em que sonhei ter-te pra vida,
O ano em que contestei todo o passado!
Um ente morreu, deixou o seu legado...,
Um novo se fez, ainda sem medida!

Lágrimas e sorrisos mas curado!
Fiz amigos pra levar lado-a-lado,
Vivi a experiência mais ardida,
Encontrei-me em caminhos sem saída!

Beijei a mulher com quem quero Ser,
E com ela aprendi a receber
O amor de quem nos ama e nos quer bem!

Escrevi, só, os mais belos sonetos.
E tive diferentes mas, bons tetos!
Que o próximo ano possa ir mais além!

Dornelas - 01:50h - Sábado, 31 de Dezembro de 2011
António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/PTwsXZVEvpQ/2011.html

"As pessoas não mudam?" - 22Dez2011 15:01:00

?As pessoas nunca mudam.? Se as pessoas nunca mudam, como é que a vida é feita de mudança? As contradições são uma faceta demasiado incontrolável, no entanto, para que nos havemos de debruçar sobre aquilo que é incontestável para nós mesmos quando, dia após dia, tentamos contestar isso?! E debruço-me então em solo mvediço, pois independentemente da minha agonia, sou o flagêlo que fracamente se associa, sou a barba rude de um homem que tresanda de pensamentos obscuros e claros como a sentença que carrega pelos pecados purificados que houve cometido em outros tempos. Porque se pensa então que as pessoas não mudam, se até por vezes, os seus pensamentos se desnudam!?! De que tanto o Homem fala sem se aperceber de que se contraria constantemente, que se rege numa ilusão aparentada de realidade, que se auto-estima sem cheirar sequer a estima seja pelo que for?!
As facetas do Homem, são muitas! As atitudes direccionadas em prole da mudança é que são poucas!

Dornelas - 14:58h - Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011



Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/3l5ZxAV06BA/as-pessoas-nunca-mudam.html

E o rumo? - 14Dez2011 21:20:00


     Estou sem rumo e tenho medo de poder vir a ter rumo! Pensar que irei ter a minha vida tão a prumo, num futuro de actividade, activo como quem vive só para o trabalho e de quem não tem tempo para o retalho dos bons momentos, dos leves e doces melancólicos estados, com poucos tormentos, paz advinda de uma arte fulcrada pela música artificada ou pelo simples pensamento com manha reflexionada. Procuro pelos prazeres da vida. Uns, já estiveram na minha posse outros, talvez, nunca os tenha tido, assim como outros outros, nunca os tive com toda a certeza, ainda que me mantenha erguido com firmeza. Como rasgo as mãos de mágoas, insignificâncias, tristezas férteis de agonia, impotência mistificada pela incompreensão congénita, sussurrar de pensamento automáticos que se tornam em taquipsiquia, impulsos depravados de não sei ao certo o quê, luzes que a mente quer alcançar  (mas não vê pois não posso porque me sinto cego perante a claridade), ondas de marés que veem sempre carregadas de incerteza interna e cutânea, romarias ocasionais sem que haja um ritmo com clareza, tenho as pazes feitas com o diabo mas não com muitas outras coisas ou comigo mesmo - estou tramado!

Coimbra - 21:24h - 14 de Dezembro de 2011
O Louco de Hoje


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/hE86Ot1FOgI/e-o-rumo.html


Sinto-me inspirado! E se a inspiração não me falha, devo escrever sempre que me sentir de tal modo! Mas? que raio!, como posso escrever sempre que me sentir inspirado se, no final de contas, estou sempre inspirado? Porra!, não poderia ter uma vida normal se escrevesse sempre que estivesse com essa maluca da criatividade em elevado grau na minha tola!
Um dia percebi que quando escrevo, estou sempre a falar para a poesia, mas ela nunca me responde, o que, por isto, me posso considerar como louco?! ? é, acho que sim, pelo menos considero-me algo! E se a poesia falasse comigo? Tal como acontece com Deus! Se ele nos responde é porque é milagre! Se a poesia tivesse um diálogo comigo seria um milagre? Ah, não? Talvez continuasse a ser loucura na mesma, pois os milagres só acontecem quando se é religioso e o acontecimento se dá num dia de chuva e o Sol aparece ? quer dizer, nossa senhora de Fátima é que aparece, peço desculpa! (a minha avó chamar-me-ia de herege, aliás, ela já me chama, mas não faz mais que a sua obrigação, assim ela torna-se mais amiga de Deus e tenho uma cunha para quando morrer). No entanto, acho que prefiro ser louco do que levar/sofrer com milagres, pois assim, tenho a conversa que quero, e para ouvir opiniões, já as ouço todos os dias! A loucura roubou-me da poesia ? mas, antes da poesia do que dos milagres! Isso de milagres é areia a mais para os meus olhos!

Coimbra - 02:10h - 18 de Novembro de 2011
O Louco de Hoje



Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/x_1U3wFqOWw/loucura-roubou-me-da-poesia-mas-antes.html

SURTO PRIVADO - 04Out2011 17:02:00


Surto privado de sufocos duros.
Simetrias perplexas escondidas
Por uma mente de questões fluídas
Em desesperos mortos prematuros.

Os olhos que transporto, são dois furos
Para a entrada de luz sem mais medidas!
Mas nada mais há que ideias perdidas.
Suspiro sentimentos tão obscuros...

Sinto que a vida é só o sonho raso,
Que o respirar é um bafo em atraso
E que os sentidos são restos de tudo!

E não me resta mais nada que a vida;
Âncora numa margem retraída,
Clave de sonhos deste ser tão mudo!

Suíça - 11:53h - Segunda-feira, 18 de Julho de 2011
António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/d-szxwaTdUE/surto-privado.html

Ó ZECA - 15Set2011 16:41:00

Ó Zeca que deste à música alento!
Nos campos cultivados viste arte,
Nas ruas Coimbrãs com sentimento
A tua voz deixou talento olhar-te!

Vieste de viola ao peito em parte 
Incerta ao teu destino! Venho dar-te
O reconhecimento com sustento
De revoluções com teu pensamento!

São ?Trovas e cantigas de embalar?,
Sempre trouxeste no teu olhar
A decisão de um homem lutador!

A sinfonia dos versos lustrosos
- Apesar de outros tempos desgostosos;
És tradição de um tempo promissor!

Dornelas ? 00:32h ? Sexta-feira, 05 de Agosto de 2011
António Botelho



Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/BGBI_WS5TUY/o-zeca.html

RESTOS CONSCIENTES - 04Set2011 14:58:00


Um embrulho de restos conscientes
Desperta em mim o escuro pensamento!
A dúvida de um rumo sem sementes,
Podo a árvore da vida em tormento!

E no amor?! Já foi tanto o sofrimento!
É algum agora, mas é como o vento,
Dispersa-se por fendas diferentes;
Por tais átrios e impulsos convergentes!

É grande o dramatismo! Reflexão
Aparentada com pouca lição!
Deixemos que o amor reste sem mais guerra!

As fases vão e voltam sem marés,
Correm os sentimentos lés-a-lés
São a vida e a morte que mais nos enterra!

Dornelas ? 14:56m ? Domingo, 4 de Setembro de 2011
António Botelho



Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/K74lpZK31g0/restos-conscientes.html

PIANO NEGRO - 27Ago2011 22:07:00

É dedilhado pelas mãos sofridas
Por onde escorrem lágrimas perdidas?
Teclas de paz e de luto, sinfónicas!
Pautas escritas com notas platónicas?

É um refinado tom de artes retidas,
Ultrapassa o sofrer sem ferir vidas,
Tacteado plo mestre das sinfónicas
Melodias tornadas em harmónicas!

Melancólicos verbos de prazer,
Intensificação dos sentimentos!
Humidificador do órgão pra ver.

É tão escuro como um vinil perfeito,
É sumo da colheita de momentos?
Toca o amor num tom belo e eleito!

Dornelas - 22:06m - Sábado, 27 de Agosto de 2011
António Botelho



Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/y7HnlD23wT4/piano-negro.html

ASSEMBLEIA AMOROSA - 03Jul2011 21:04:00













Preguei a pena na mão e escrevi?
Estampei tudo o que sentia em verso!,
Resgatei as razões deste universo
E o amor que sempre senti eu vi!

Que a perfeição não existe, percebi!
Que os desejos são por vezes o inverso,
Que a consciência é um mundo disperso;
A morte e a sede que sinto por ti!

E o que é o amor se não contradição
De sentimentos, frutos da paixão;
De suspirar num vácuo de um universo?

E resta uma pequena aspiração!
O resto de um princípio sem mais não
E que espero que acabe em vulto denso?

03 de Maio de 2011
António Botelho


Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PoesiasDeAntnioBotelho/~3/VGIPCtyEW8E/assembleia-amorosa.html