|
||||||
Menu
Poesia
Antologia
Ciclos de Poesia
No cais
Luso-Poemas
Ana Ventura
Alentejana
Alexandre H. Dual
Alexis
Amora
António Paiva
Antero de Freitas
António Botelho
António Martins
Batista
Betania Uchoa
Betha M. Costa
BlackBird
Carla Bordalo
Carla Ribeiro
Carlos Carpinteiro
Carlos M. T. Luis
Dai Santos
De Moura
Diana Balis
Eduarda Mendes
Elisabeteluisfialho
Flávio Silver
Fogo Maduro
Francisco Boaventura
Freud Não Morreu
Gladis Deble Poesia
Helen de Rose
Henrique Cachetas
Henrique Pedro
Ibernise
Ilia Mar
Improvável Poeta
Jaber
João Matos
Jorge Humberto
José Honório
José Silveira
JSL
Júlio Saraiva
Los
Kryssfour
LuisaMargaridaRap
Margarete
Nito Viana
Nuno Vidal
Quidam
Ônix
PauloLx
Paulo Coelho
Pedra Filosofal
Romma
Roque Silveira
Rosa Maria
Sandra Fonseca
Sant´Ana
Tânia Mara Camargo
Vera Silva
VerdeRude
Vóny Ferreira
Xavier Zarco
Blogosfera
Blogs de Poesia
Links
Da net
Florbela Espanca
Blogs Cultos
Mundo Cão
Mundo em Guerra
Recomenda-se
A face dos sentidos
Beijo Azul
Betania Uchoa
BlackWings
Carpinteiro Tinhela
Cartas em Mim
Catarina Camacho
Coisas do Burro
Contei-Porai
Currupião
Dados Brancos
Demanjo
Eduarda Mendes
Escrita Trocada
Freitas Antero
Henrique Pedro
Homo Sapiens
Jorge Humberto Poesia
Mal-Situados
MarcoALSilva
Margarete da Silva
Maria Carla Poesia
Momentos de Poesia
Namibiano Ferreira
Nomada Onirico
Novo olhar o meu
Palavras Coladas
Palavras com Espirito
Palavras de Poeta
Palavras na Árvore
Palavras Voam ao Vento
Poema Feano
Poéticas palavras
Poesia-sim-Poesia
Profundo Azul
Prosas e Versos
Ravendra
Realidade Fantasia
Textos de segunda
Tragada
Tronco Carlos
Kira, Penha Gonçales.
Sons da Alma
Sogueira
Sonymai
Sonymara
Um milhao por te contar
Xavier Zarco
Zefiro
Mundo Novo
Kryss
Nova Águia
Absyntovoce
AntiTutti
MIL
Blogues
Dolores Marques
Diversidades
Paródia Lusíadas
Poema Lusofonia
Mil e tantos
Crítica
Crítica Literária
Farol no vento do norte
eBooks
Consagrados
Hugo Mãe
Especial
Destaque
Alemtagus
Adriana Costa
Amendual
Catarina Camacho
Currupiao
Domingos da Mota
Gladis Deble
Nós as palavras
Cascata de Silêncio
Pistas de mim mesmo
Pnet Literatura
Poemas de André Luís
Poesias de Antonio Botelho
Porosidade Etérea
Especial África
10 Encantos
Angola Vitoriosa
Cabo Verdiano
Delmar Maia Gonçalves
Del mar profundo
Domingos da Mota
Fazemos Acontecer
Infinito-Kalahari
Lusofonia Horizontal
Mar de eventos
Mar profundo
Maria Muadie
Menina de Angola
Minhas outras vidas
Mulembeira
Nguimbangola
Poesia Angolana
Poesia Lilaz Carmim
Projecto Mistura
Sonhos del mar
RC-Pintura e Poesia
Uma certa Angola
Um filme especial
Últimos Feeds
A vida das palavras
A seda das palavras
Ana Ventura
Cantares e Poesia
Causos de rosinha
Douro um poema
Em mim um sonho azul
Fhatima-reginakreft
Lapisl azulit
Lecy Pereira
Lúcia Constantino
Karla Bardanza
Mar Sonhos
Marcos Loures
Momentos de Poesia
Na entrada do abismo
Nanda
Novo olhar o meu
Poesia Avulsa
Poesias Graci
Terras altas do granito
Rituais do momento
Sandra Almeida
Silvia Regina Lima
Sisnando
Sonymai
Sonia Nogueira
Sterea
Taniamarapoesias
Vony-Ferreira
Mundo Pessoa
Poesias Crônicas
Poesias Crônicas
José Honório
ACÇÃO DO EXECUTIVO CONTRA CHEIAS CHEGA A USD 39 MILHÕES E TRAVA ASSOREAMENTO DOS RIOS EM BENGUELA - 25Mar2019 15:36:17
Devido aos rios que a atravessam, a província de Benguela sofreu bastante os efeitos dos principais fenómenos climáticos como a cheia que ocorria com mais frequência nos rios Cavaco, Coporolo e Catumbela, em cujas margens nas últimas décadas, as populações ribeirinhas enfrentaram inundações periódicas que provocaram mortes de pessoas e animais domésticos, além da destruição de casas e largas áreas agrícolas.
Um dos principais problemas que afectam os rios, mormente, os que passam por grandes cidades, é o assoreamento. Neste processo ocorre o acúmulo de lixo, entulho e outros detritos no fundo dos rios, o que faz com que estes passem a suportar cada vez menos água, provocando enchentes em épocas de fortes chuvas. As fortes chuvas que caíram a montante dos rios Coporolo, Cavaco e Catumbela contribuíram para o aumento do seu caudal, causando enormes danos estruturais. Mais de 85 hectares de terras aráveis e diversas infra-estruturas foram destruídas no Dombe Grande, no Vale do Cavaco e na Catumbela. Em alguns lugares dessas localidades, povoados inteiros foram inundados causando a deslocação dos seus habitantes para zonas mais seguras. A caducidade, em alguns casos, e a destruição, em outros, dos sistemas de alerta rápido e de outros de monitoria e instrumentos de previsão e medição do caudal dos rios, como os higrómetros instalados no período colonial em várias estações meteorológicas e a ausência ao longo de muitos anos de trabalhos de manutenção para regular o leito dos rios, fez com que as enchentes se repetissem, apanhando de surpresa as vulneráveis populações, incapazes de por si mesmas, ultrapassar os níveis de calamidade que o transbordo dos rios provocava. Acção da natureza Dos rios do litoral da província de Benguela, o Coporolo é o mais problemático e cujas enchentes causaram mortes, destruições, sofrimento da população ribeirinha e o desalojamento de pelo menos seis mil e cem pessoas ao longo do rio, sobretudo nas povoações de Luacho e Senje, onde os diques de protecção de ambas as margens foram destruídos, para além de estas localidades terem estado sempre na iminência do isolamento viário face ao estado precário das estradas que acumulam lamas e buracos ante às condições meteorológicas adversas. Em Abril de 2001, o manancial de água do rio Coporolo transbordou e arrasou tudo o que encontrou pelo caminho. A população da comuna do Dombe Grande, estimada em 80 mil habitantes, entrou em pânico total devido ao sucedido. A inundação devastou lavouras e desalojou os populares. Já o rio Cavaco, nos arredores da cidade de Benguela, registou três grandes enchentes nos anos de 1979, 1983 e 2002. A última, a mais severa, provocou o desabamento da ponte sobre o rio Cavaco, substituída em Março de 2005 por outra moderna. A ?fúria do Cavaco? em 2002 destruiu também mais de 200 casas e 35 hectares de culturas de populares nos bairros do Calomburaco, Cotel, Calomanga e Seta, além de ter causado a morte de duas pessoas arrastadas pelas correntes das águas. Enquanto isso, o rio Catumbela, de regime permanente, apresenta até aqui os índices de assoreamento mais baixos dos últimos tempos, razão por que não provocou grandes inundações ao contrário dos outros dois, mas a expansão natural do seu caudal devastou nos últimos oito anos 50 hectares de terras agricultáveis, afectando assim a produção agrícola local. Para evitar catástrofes, revelou-se importante a intervenção do Executivo com esse projecto de manutenção dos rios, através do processo de desassoreamento, que consistiu em retirar do fundo dos rios, com o uso de máquinas, todo tipo de lixo e detritos depositados, de modo que se aumente o escoamento do caudal para o mar. Depois de muitos apelos, finalmente, o Governo planificou os recursos financeiros e lançou mãos à obra para o desassoreamento inicial dos três Cês: Cavaco, Coporolo e Catumbela, com 39 milhões de dólares norte-americanos para dar mais segurança e tranquilidade às populações ribeirinhas que sofreram bastante os efeitos devastadores das inundações. Como prevenir é melhor que remediar, além do desassoreamento dos três rios, as autoridades locais dão-se conta que precisam de implementar outras medidas para prevenir eventuais secas, por meio da construção de três estações hidrométricas em Benguela, com vista a monitorar o sistema de alerta rápido das chuvas na região. Os empreendimentos, que consistem na medicação dos níveis de águas em rios e índices pluviométricos (chuva), estão orçados em um milhão de dólares americanos, num financiamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Inarate, uma instituição da Noruega ligada aos serviços de protecção civil. Mais do que combater enchentes e garantir maior segurança às comunidades locais, às culturas e às infra-estruturas diversas localizadas nas proximidades das margens dos rio, a regularização veio mudar a ?cara? desses rios, bastando para tal passear por uma das margens e se surpreender ao ver o rio aparecer em locais onde antes só havia entulho e agora uma agradável vista panorâmica. ?As obras de regularização dos rios Coporolo, Cavaco e Catumbela também têm um forte cunho social?, como explica Manuel Ximenes, da Odebrecht, responsável pelo projecto. O Coporolo e o Cavaco são rios intermitentes, mas representaram uma ameaça iminente à vida das populações e às actividades agrícolas em suas margens. ?Há anos, quando chovesse nas cabeceiras, sempre na mesma época do ano, entre Novembro e Abril, as águas retornavam com muita força, derrubavam casas, acabavam com as plantações e às vezes faziam vítimas mortais?, recorda. Sublinhou que no rio Catumbela as obras de regularização estão mais avançadas e revelaram a existência de diques antigos, abandonados, sem manutenção há mais de 40 anos, mostrando que os problemas das enchentes já perduram há muito tempo. Destacou que nas épocas de chuvas, estes trabalhos jogam um papel fundamental na contenção das águas pluviais no curso dos rios por meio de diques, protegendo Catumbela das cheias do rio Catumbela; Benguela, do Cavaco; e Dombe Grande, do Coporolo. Conquista O vice-governador provincial de Benguela para o Sector de Organização e Serviços Técnicos, Eliseu Epalanga, entrevistado pela Angop, confirmou que a primeira fase de regularização do leito destes rios foi implementada com êxito, por cujos benefícios sociais as populações ribeirinhas se alegram, pois ainda que chova grandes quantidades, os receios de que as casas sejam desabadas e as culturas alagadas e arrastadas ao mar já pertencem ao passado. Eliseu Epalanga anuncia para breve o inicio de uma segunda etapa destinada à conclusão do processo de regularização, com obras mais profundas nas bacias hidrográficas dos rios. ?Acredito que os benefícios serão duplicados depois dessa derradeira intervenção que virá a ampliar a capacidade de retenção das águas pluviais e o seu escoamento até ao oceano Atlântico, evitando o risco de, em pouco tempo ficarem novamente assoreados?, sustentou. Também lembra os enormes prejuízos causados pelos três rios às populações em suas margens, para além de que quantidades consideráveis de culturas plantadas nas imediações do Cavaco, do Coporolo e da Catumbela tenha sido destruídas. Face a essa situação, disse, as autoridades accionavam os mecanismos de emergência, retirando as famílias das áreas afectadas, realojando-as em tendas instaladas em localidades mais seguras e providenciando os kits de ajuda, como alimentos não perecíveis, artigos de higiene e limpeza, roupas, colchões, cobertores, mosquiteiros e medicamentos para o tratamento de doenças como a diarreia, comum na época chuvosa. ?Se se justificar a edificação de uma marginal junto ao rio Cavaco, tal como aconteceu no Catumbela, o governo empenhar-se-á para tal, notou, asseverando que o país está em desenvolvimento, daí que as autoridades assumam a responsabilidade de criar condições para evitar que a população sofra com o transbordo dos rios. Para o director provincial do Urbanismo e Habitação, arquitecto Zacarias Camuenho, o desassoreamento é uma acção de prevenção contra eventos climáticos como cheias, protegendo a população, as habitações construídas nas margens e as zonas agrícolas, no município de Benguela e nas comunas da Catumbela (Lobito) e Dombe Grande (Baía Farta). Já na visão do engenheiro agrónomo Abrantes Sequesseke, director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural em Benguela, há multo que estes rios necessitavam de desassoreamento para atenuar os transtornos ocasionados a população ribeirinha e evitar novas e perigosas inundações. Sequesseke considera o desassoreamento dos três Cês (Cavaco, Coporolo e Catumbela) de grande conquista à população, o que só foi possível devido à visão estratégica do Executivo angolano. Isto veio ainda relançar a agricultura nos vales dos rios, uma vez que as culturas e infra-estruturas produtivas foram afectadas pelas últimas enchentes. Sinistrados vêem sonho transformado em realidade Entrevistadas, algumas das vítimas das cheias nos bairros do Calomburaco, Cotel, Calomanga e Massangarala, nas margens do rio Cavaco, mostram-se felizes porque não sofrem mais com as chuvas que antes faziam o rio transbordar, tirando o sono à população impávida e serena ante a fúria da natureza e aos danos materiais e humanos. Gaspar de Oliveira Pereira e César Armando, que vivem no Calomburaco há mais de 10 anos, dizem que a regularização do leito do rio é uma bonança, depois da tempestade, mas sugerem a construção de balneários e lavandarias públicas na segunda fase do projecto para a educação da população na preservação do meio ambiente. Ambos os interlocutores, cujas casas estão reconstruídas uma da outra, lembram, emocionados, o inolvidável domingo de Páscoa, em Abril de 2002, ?quando as águas do rio Cavaco galgaram inesperadamente às margens, as suas casas foram destruídas e só depois de um ano as reedificaram , em meio a muitas dificuldades. Para a camponesa Cristina Kandimba, 89 anos de idade, residente no Cotel há 60 anos, a população está orgulhosa pelo trabalho feito pelo Governo, os receios que antes marcaram o seu quotidiano já ficaram para trás e com o desassoreamento do rio, agora há mais força e vontade de trabalhar para ajudar o país a desenvolver-se. ?Depois de as chuvas torrenciais de 2002 terem feito o rio Cavaco transbordar, as pessoas ficaram muito aflitas sem saber o que fazer, porque as suas casas foram atingidas e arrastadas pela força das águas. Perdemos os nossos parcos recursos, mas tudo isso já passou?, ironiza Cristina Kandimba, que louva a boa vontade política do Executivo angolano, para que esta obra de combate a enchentes fosse concretizada. Por sua vez, o soba adjunto dos bairros Cotel, Massangarala e Quioxe, adjacentes ao rio Cavaco, Fabião João, diz que o desassoreamento ajuda a combater às enchentes, daí que a obra esteja a ser aplaudida por todos quantos já sofreram, visto que as casas e culturas estão mais protegidas. Curso dos trabalhos Fiscalizadas pela firma libanesa Dar Al-Handasah, as obras, que compreendem uma bacia hidrográfica na ordem dos 38 mil metros quadrados, foram adjudicadas em Outubro de 2005 à empreiteira brasileira Odebrecht em parceria com a Paviterra, e tiveram um cronograma de execução de 18 meses, em duas fases: a primeira contemplou a construção de diques de protecção nestes rios e a feitura de aterros na ordem dos 834 mil metros cúbicos para regularizar os seus caudais. A etapa complementar está reservada para obras de carácter definitivo, contemplando as infra-estruturas hidroeléctricas, económicas e sociais ao seu redor, com realce para a açucareira do Dombe Grande, no caso particular do rio Coporolo. O rio Catumbela foi desassoreado numa extensão de 17 mil e 500 metros quadrados, o Coporolo em 16 mil metros quadrados, enquanto o Cavaco em quatro mil e 500 metros quadrados. No último, prevê-se a construção de uma avenida que se ligará à marginal da Praia Morena ao longo do rio, o gerou expectativa nos munícipes. Só nas obras no rio Cavaco, onde foram feitos diques de protecção de quatro metros de altura e igual número de largura, numa extensão de 12 quilómetros de aterro, trabalharam cerca de 100 pessoas, dos quais dois brasileiros, que movimentaram oito camiões basculantes, duas moto niveladoras, um buldozer, uma retro escavadeira, uma retro compactadora, além de dois camiões cisternas. No Catumbela, onde a edificação de diques abrangeu apenas três quilómetros da margem direita, houve uma alteração para a melhoria do projecto inicial, que se baseou na construção do dique e de uma via de acesso com quatro metros de largura, além da inclusão de um projecto que visou à construção de uma marginal de 50 metros que deverá ser loteada para se erguer residências, áreas de lazer, adjacente ao actual zoológico. Seria utopia descurar o benefício directo do desassoreamento dos rios Catumbela, Cavaco e Coporolo na geração de 500 postos de trabalho que diminuíram os índices de desemprego no seio dos jovens, alguns dos quais receberam nos estaleiros da Odebrecht a formação técnico-profissional em construção civil, motoristas de caminhão, operadores de máquinas pesadas e auxiliares técnicos. Uma pujança à agricultura e ao turismo De acordo com o director provincial de Benguela da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Abrantes Sequesseke, os rios Coporolo, Cavaco e Catumbela contêm bacias hidrográficas úteis ao fomento da actividade agrícola, por isso o seu desassoreamento proporcionará bons rendimentos aos agricultores, visando desenvolver a economia dessas localidades. Afirma que após a província ter perdido nos últimos oito anos mais de 85 hectares de terras aráveis, em consequência das inundações, chegou o momento adequado para se reinvestir no sector agrícola, mormente nas localidades mais afectadas pela crise. Asseverou que só nas margens do rio Cavaco foram destruídas cerca de 35 hectares de terras aráveis e 50 na Catumbela, por causa das águas torrenciais que transbordaram dos rios. Em relação ao Coporolo, o responsável foi parco em pormenor. O engenheiro agrónomo atesta que desassoreamento trouxe benefícios incalculáveis, como o relançamento e aumento da actividade agrícola em Benguela, na medida em que os agricultores já não perderão áreas aráveis junto aos rios Cavaco, Catumbela e Coporolo nas próximas décadas. Para os agricultores Gaspar Pereira e Cristina Kandimba, agora os camponeses trabalham com mais tranquilidade e auto-confiança. ?Nos terrenos agrícolas, junto às margens do Cavaco, estamos a relançar a agricultura para a subsistência das famílias, através dos rendimentos que aliviam as dificuldades sociais por que passávamos?, frisaram. Neste momento, reconheceram os homens do campo, a maioria dos agricultores locais afectados pelas enchentes já retomou as suas actividades nas margens do Cavaco, estando a produzir hortofrutícolas e tubérculos. No Cavaco, segundo dados, havia no período colonial 700 hectares de bananais diversos, cuja produção se estimava em perto de 25 mil toneladas da banana destinadas à exportação para Portugal, Áustria, Suíça, Alemanha e Dinamarca, graças à estabilidade que reinava e às estruturas para o apoio técnico-científico. Actualmente o nível de produção deste produto reduziu drasticamente dado, por um lado, ao conflito armado que assolou no país e fez com que os agricultores estivessem incertos à produção e, por outro, ao fraco apoio técnico e material a que estavam votados neste período de instabilidade. Com o actual ambiente de paz e estabilidade económica, o Executivo, para além de combater às cheias, vem criando condições favoráveis para impulsionar os investidores estrangeiros a contribuírem no relançamento do sector agrícola em localidades cujas potencialidades estejam comprovadas. A Catumbela dispõe de inigualáveis belezas tropicais, como o parque dos Bambus, as Palmeirinhas e o majestoso curso hídrico que serpenteia dentre montanhas. Tais potencialidades turísticas estão a ser por meio do desassoreamento aproveitadas gradualmente. Prova inequívoca disso, é o facto de ter sido construída uma grande avenida marginal no rio Catumbela, onde estão projectados prédios, hotéis e restaurantes, criando um complexo turístico que valorize a beleza da região e estimule o turismo. Obs: Caros amigos, estou a preparar esta peça para concorrer ao prémio provincial de Jornalismo em Benguela e Nacional em Angola, por favor leiam e sugiram novo título ou mesmo a estrutura em termos de conteúdos. Preciso da vossa ajuda para pelo menos conseguir estar entre os três melhores de ambos os galardões. Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=162169 CRIANÇAS - 25Mar2019 15:36:17
Lindas, sorridentes e abraçadas
E gritando ao verem os flamingos As meninas buscam doces figos E brincam na areia de mãos dadas Em casa ou na escola Elas correm ingénuas atrás do pássaro E sorriem porque o Amaro Caiu e rasgou a sua sacola As tarefas elas sempre fazem E quando desenham lindos bonecos seus olhos são meigos e sem becos despertam o futuro no além Quando um ninho chilrearia Elas curiosas querem sorrir E depois cheirar o girassol no sentir Que um dia sua infantilidade passaria Feito-poeta Rei Mandongue I- 30 de Julho de 2010-07-30 Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144718 ANJO - 25Mar2019 15:36:17
Vivo dependente de seu amor
Espero por si a cada minuto Esfrego minhas mãos de ardor E, você, minha vida conquistou muito Tu e eu somos uma nova lua Descoberta no oásis das lágrimas E que agora brilha forte e nua No florescer de nossas rimas Graças a esse amor Hoje o cupido envia um anjo Quando os ventos trazem clamor E no dia de São Valentim rosas arranjo Também és o meu anjo duradoiro Como diamante de cujo brilho Detenho a luz que ilumina nosso trilho Na medida em que és estoiro De seu amor depende meu sossego Por isso meu sangue aplaude Por sermos um nó e havermos saúde Para que esse encontro seja um ego Feito por poeta Rei Mandongue I -30 de Julho 2010-07-30 ![]() Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144528 AFRICANA - 25Mar2019 15:36:17
Empresta sonhos para cedo levantar-se
E começar a caminhada que a sustenta Vestida de panos, vai, levando a cabeça Um cesto de esperança que tentar erguer-se Esta é a africana, sem café para tomar Ela enfrenta o dia, mas gritando E despertando algibeiras no deambular E assim ela vive acreditando Humilde, linda, guerreira Lá vai ela tentando conquistar o novo século E jura ser mãe e pai até do Ferreira E o jovem vive ao pulo Sob um chinelo gasto na poeira E no seu caminhar em ziguezague Um flash a diz que não se zangue Como que sua vida fosse uma torneira Feito por Rei Mandongue i ? 30 de Julho de 2010 ![]() Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144527 PRAZER DERRAMADO - 25Mar2019 15:36:17
Enrolo-me contigo nos lençóis
Asiáticos que engalanam nosso quarto Enquanto nossas pernas como que sóis Queimam-nos nas volúpias que jamais descarto Inesperadamente seus desejáveis beiços Já fluem toneladas de sonhos em mim De que me sirvo para te amar sem fim E ligeiramente penetro em teus feitiços? Em cada gemido de meu espírito Pela pulcritude de sua sensualidade Promovida sobre meu corpo sinto a dualidade De nosso entendimento, além do grito Em teus seios retesados Declino meu medo e como pássaro Enamoro de modo rítmico seu cântaro Que enrijece meu foguete de dados Audazes, minhas mãos surdas Desfiam sobre si noites turvas E seu corpo detido em mim explode Derramando à cama prazeres como crude Teus cabelos fortes refrescam-me À medida que te descodifico nos áureos Segundos que estoiram nas pétalas de rosários E tornam-nos nascente de prazer como lume Escrito por poeta Rei Mandongue I- 30 de Julho de 2010 ![]() Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144526 DEVOLVA-ME A MIM - 25Mar2019 15:36:17
Quando a expressão dos teus lábios
Desvanece na desilusão da alma Perco-me nos vendavais dúbios E no dançar das ondas o amor se acalma Onde meus olhos se cansam O brilho de seu semblante Resgata-me como uma amante Ainda fascinada com os que se casam Em fim de cada sintonia Minhas intenções descoloridas Salvaguardam a cacofonia Oculta nas lembranças floridas Quando o apalpar de ambas as mãos Revela-se incapaz de me devolver Os frutos do sacrifício de contigo viver Divorcio-me para queimar dias sãos Por Rei Mandongue I-30 de Julho de 2010 ![]() Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144086 SEM NADA - 25Mar2019 15:36:17
Sem escolha
E...Preso nas gotas do orvalho Que caem do inverno ao ramalho pinto em cada passo meu uma folha Sem abraço... Nas lágrimas dos teus seios desfaço-me E nos pesadelos da madrugada refaço-me E dou mais um nó ao nosso laço Sem ritmo! Nem noite nupcial Fluo minhas mágoas no íntimo Dessa nascente crucial Sem ti no oportunismo Que a noite proporciona Esgoto meu lirismo Na caneta que te ovaciona... Por Poeta Rei Mandongue I-30 de Julho de 2010-07-30 ![]() Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144085 ABRAÇO NOCTURNO - 25Mar2019 15:36:17
Quando a música abraça a noite, Desejos eivados de paixões Despertam fulgor em corações Que se transcendem ao açoite Nos sentimentos coloridos de versos Todos vêem a despedida de cada noite Que finta o dia e espreita universos Onde almas inebriam-se no folhar dum site Quando talvez a esperança Inunda teus ouvidos de lamúrias Voo no ziguezague das injúrias E nado perdidamente na penumbra da aliança Nos mosaicos decorados de saudade Trilho meus pés descalços E molho-me nas asas dos gansos Que ainda posam nessa sobriedade Envio corações para quatro paredes Onde a mudez e a impavidez das janelas Assistem ao aquecimento das estrelas Que brilham solitariamente sem crerdes Poeta Rei Mandongue I- feito em 30 de Julho de 2010 ![]() Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144083 EUCALIPTOS DE ESPERANÇA - 25Mar2019 15:36:17
Ganda! Ainda és minha
terra do jasmim sob eucaliptos que na diacronia dos actos a nostalgia sucumbe a Chicuminha Nas serras vermelhas como café Homens transpiram no cansaço Das correntes severas do calhamaço Que publica à Ombaka sua lenda de fé águas cristalinas sob olhares longínquos serpenteiam no côncavo dos ícones abafada na vaidade dos autóctones que ponderam prazeres iníquos Ganda, de quem padeço de ânsias deixadas nas chuvas, nos trovões que ora iluminam campos nos serões ora carregam o perfume das acácias No nevoeiro guardião à civilização transformo há décadas magias que se desfazem nas nostalgias que premeiam essa terra de emoção Ganda, que avança sua marcha solene nos eucaliptos de esperança que esverdeiam a enferma crença das caravanas que vão sem cerne O6-07-2010-por Poeta Rei Mandongue I Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=141545 Historiador português defende que África recrie modelos para desenvolvimento harmonioso - 25Mar2019 15:36:17
Benguela ? O director do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Universidade de Lisboa, o historiador José Eduardo Franco, defendeu recentemente, em Benguela, a necessidade de a África recuperar a sua dignidade como continente berço da humanidade, através da adequação ao seu contexto dos modelos impostos pelo Ocidente, com vista a promover o desenvolvimento harmonioso.
O também director do Instituto Europeu de Ciências da Culturas, afecto à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, falava numa mesa redonda subordinada ao tema ?A hiper-modernidade e o mito das nações? realizada pela Universidade Katyavala Bwila, no âmbito das festividades dos 393 anos de fundação da cidade de Benguela, que se assinalam a 17 de Maio. Afirmando que a África deve perceber que a sua civilização tem a mesma dignidade que as outras, o historiador português admitiu que isso não significa o fechamento do continente às outras civilizações, mas que pode receber contributos para que dê mais ainda em vários planos com a mesma capacidade e grau de pertinência de importância. O docente luso asseverou que a África é capaz de recriar e adequar os modelos que recebeu das outras civilizações ao seu contexto, podendo inclusive criar tecnologia, sistemas políticos e conceitos novos de acordo com a sua realidade, abrindo perspectivas mais promissoras para o futuro de África, para que seja um continente competente e que abandone as antigas vassalagens. Neste momento, frisou a fonte, torna-se importante desenvolver-se um processo de reflexão que permitisse à África não importar modelos europeus, mas sim criar aqueles de carácter político, cultural e social mais adequado à genética sociocultural africana nas suas diferentes matrizes e tradições que é totalmente diferente do processo de afirmação do Estado na Europa. ?E não sei se muitas vezes o problema de África não tem sido o facto de ter importado modelos que depois não se soube adequar e recriar??, questionou-se, assumindo que se deve repensar o processo histórico nos seus diferentes contextos e perceber até que ponto muitas das actuais crises não resultaram da implantação de modelos que depois criam ou repetem erros que outras culturas e civilizações já viveram. Adiantou que no contexto da hiper-modernidade e da globalização cada vez mais acelerada já não se pode pensar naquela lógica do passado, em que se vivia num mundo compartimentado por continentes que não tinham bases comunicantes entre si e por civilizações que viviam na chamada ?solidão de si? ou no processo de dominação de uma civilização em relação à outra. ?Estamos a caminhar cada vez mais para um processo civilizacional que deve passar mais por uma visão das civilizações do que a das velhas hierarquias civilizacionais que já não existem, senão as civilizações com dignidade, prestígio e riqueza próprias?, atestou, dizendo que o futuro da humanidade já não passa na perspectiva do domínio civilizacional mas na do intercâmbio, em que uma civilização possa dar algo a outra e vice-versa. Segundo ele, hiper-modernidade, do ponto de vista psicossocial e cultural, quer dizer que muitas das conquistas do homem moderno resultando do uso da ciência foram hiperbolizadas, pois se nos séculos XVI e XVIII o desenvolver da ciência e da técnica dava a humanidade possibilidades novas, agora a partir do século XX e XXI com o desenvolvimento dos meios de comunicação social e o aparecimento da internet cria-se uma visão da humanidade totalmente diferente. De acordo com o interlocutor, nesse sentido, aparece também o homem consumista e os shoppings, supermercados e hipermercados, o que permite, por um lado, que esta sociedade hiper-moderna crie constantemente novas necessidades e, por outro, active e multiplique o desejo humano de querer sempre mais, porque é infinito. ?Além deste aspecto positivo que é o de potencializarmos e realizarmos desejos, também corremos o risco que é o outro que se chama felicidade paradoxal na hiper-modernidade, criando situações de vazio, porque está-se sempre no processo de satisfação de desejos que se vão multiplicando através de necessidades novas e se o homem não é capaz de controlar esse assédio, acaba por criar uma espécie de ovo oco que também o pode abater?, concluiu. Acompanhado das docentes universitárias Maria José Craveiro e Suzana Alves, que dissertaram sobre os temas ?A Cibernética e os desafios da literatura? e ?A Universidade como mundo do saber?, respectivamente, José Eduardo Franco está em Angola para dirigir palestras sobre história, antropologia e cultura, tendo já estado no Instituto Superior de Ciências da Educação do Uíge, onde a delegação lusa falou aobre a ?História e Cultura africanas na visão europeia? José Eduardo Franco, autor de mais 50 livros publicados, entre os quais destacam-se ?O Mito de Portugal?, ?A Ideia de Europa?, ?O Mito dos Jesuítas I e II?,?O Mito Milénio?, ?O Mito do Marquês de Pombal?,?Dança dos Demónios-Intolerância em Portugal?, ?Ordens e Congregações Religiosas no Contexto da 1ª República?, ?Entre a Selva e a Corte?,?Jardins do Mundo?, ?Brotar Educação?, ?O Padre António Vieira e as Mulheres?, ?Padre António Vieira-Grandes Pensamentos?,?As Metamorfoses de um Povo?,?A Influência de Joaquim de Flora em Portugal e na Europa?,?Monita Secreta?, ?Vieira na Literatura Anti-Jesuísta? e ?A Descoberta de Manuscritos Inéditos?, viaja com frequência para dissertar temas de carácter científico em diversos países, como Brasil, Estados Unidos da América, Argentina, Equador, França, Inglaterra, Rússia, Polónia e Itália. José Eduardo Franco é historiador, poeta e ensaísta, especializado em História da Cultura. Doutorado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris em História e Civilização e Doutorado em Cultura pela Universidade de Aveiro. Tem desenvolvido trabalhos originais de investigação nos domínios da mitologia portuguesa e das grandes polémicas históricas que marcaram a vida cultural, política e religiosa de Portugal, sendo autor de vasta obra neste domínio. Coordena actualmente um vasto projecto de pesquisa, levantamento e edição dos Documentos sobre a História da Expansão Portuguesa existentes no Arquivo Secreto do Vaticano financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e promovido pelo Centro de Estudos de Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Universidade Católica Portuguesa Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=130506 Faça o seu registo
Painel controlo
Procura
Ciclos de Poesia
Poeticando
Membros Klub
Florbela Espanca
Sondagens
Visitem Também
Onde estou:
| ||||||
| |
||||||
