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Carlos Carpinteiro

Depois do verão - 25Mar2019 15:33:53


De quando em quando passo
por aqui
como a saber de ti
ou de mim
a saber da ausência de nos
e no vazio dos abraços incertos
encontro apenas a angustia
que reavivam as dores
digo que é reumatismo ou talvez velhice
sei que é apenas solidão
e o tempo passa
assim
estupidamente

Carlos Tronco

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=271430

Nevão - 25Mar2019 15:33:53

Neva docemente
e docemente se vai cobrindo
de imaculado branco
os testemunhos da humana vida
neva, docemente
e docemente
se vai acreditando
que ainda é possivel
preservar
este nosso cantinho de vida
neva, docemente
como um sinal do alto
um convite
à aceitação do destino
neva, docemente
mas sabemos,
que os bonecos de neve
são o fruto
das mãos do homem

Carlos Tronco
Mondeville
26/11/05


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245055

PROCURO - 25Mar2019 15:33:53
Procuro

Procuro no silencio e solidão
A nota musical mais cristalina
Nota leve
Engraçada mas sozinha
Que a minha noite escura torne breve

Procuro nas trevas de um céu cerrado
Portões de um paraíso prometido
Mas correntes, pesadas, cadeado
De uma vida sem luz e sem sentido
Fazem lembrar
Que para os Céus
Ele é pecado
O amar...

Sem amor
Sera que vida é vida?
E se viver, às escuras, vida não é
Quem sois vos, oh Deus, e a vossa fé?
Que recusais a felicidade
Prometida

Carlos Tronco

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=244597

Quando - 25Mar2019 15:33:53


Quando os meus braços caírem
e o teu espaço seja apenas infinito
que nos sobrará ainda por abraçar?

um sorriso
talvez
mas de um velho inútil
já ultrapassado pela derradeira esperança
sorrirás sim
mas da minha pequenez

por não ter sabido encontrar
os versos que te fariam
sorrir
desde hoje


carlos tronco


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=243691

Um lenço; sem dizer adeus - 25Mar2019 15:33:53
Um lenço; sem dizer adeus

com a idade perde-se a precisão do gesto
as palavras já não acariciam, magoam
a voz treme, as cordas vocais destoam
perde-se a compostura, a esperança e tudo o resto

era necessário, poder dizer-lho ao ouvido
de quem foi outrora tropical, o sopro quente,
um murmúrio largo e talvez comprido
que a faria rir, ficava eu contente

sonho impossível, humano não é divino
milagres das rosas, não havia pão
chovia, baldes de agua, eu sonhava vinho

nem copo , garrafa, nada tinha à mão
letras eram poucas, pouco sei dizer
sê feliz mulher, eis o meu sermão

Carlos Tronco


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=243598