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LITERATURA EM ALTA NO RIO DE JANEIRO - 18Jun2012 12:17:00
1º Encontro Luso-Poemas versão Brasileira; o evento repercutindo nos meios culturais, rompendo fronteiras das cidades limítrofes de Niterói, e destacado na página de cultura &lazer. do Jornal Hoje
Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/FXKQamuuz9U/blog-post.html 1º ENCONTRO LUSO-POEMAS VERSÃO BRASILEIRA - 09Mai2012 02:32:00
FENDA - 27Mar2012 15:14:00
?MoonLigth? Sonata, Beethoven pena, não escondes o prazer do desprezo e de vilipendiar aqueles não familiarizados. o amor apenas em detrimento dos seus consanguíneos... mas é tempo de arrepender-se; a vida é pródiga ensinar-lhe-á que não basta um semblante de paz se na boca o sorriso aberto mostra conter falsas intenções... 'sofre-se pelos descendentes'. desaprova-se atos daqueles do seio que jazem sectários, ocultam-se na fé, mas quão irrespeitosos são, percebo, com os que passaram a ser da família além dos seus irmãos, e seus entes... ?amai o próximo como a si mesmo? será qual mesmo o valor desta frase; se quando gratuitamente ufana-se das nuvens plúmbeas, inconsequentes atos, em conluio, ao se propagar a discórdia. ato covarde no mau uso das palavras, do verbo sendo gatilho para a desunião, com o tiro atingindo indiscriminadamente e entristecendo vários corações... afinal, dada à proximidade das relações, nem se pode bradar, ?tu não nos ama', 'seu amor por nós não é verdadeiro', não com a verdade que tem o nosso por vós?. eis que trouxeste a dor pela fenda imposta. qualquer tempo é tempo de... qualquer, até que tu se dê conta... Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/2wdgww1yJG4/fenda.html OLHARES - 07Dez2011 14:19:00
Ah tão bom lembrar em versos daqueles quentes verões, dos teus olhos azuis de mar; olhares ensolarados, vivificados, persistentes e rejuvenescedores. Bendita seja minha memória... O fulgor das luzes da manhã perpassava teus cabelos esvoaçantes; ouro ao vento, igual que fustigava as velas que tu meu amor via passar. Um querer que ainda é... Intento uno do prazer; rever imagens imutáveis armazenadas na memória - vidrilhos de calidoscópio - lembrança crua resgatada no antigo álbum de fotos de bordas serrilhadas e amareladas. Nas páginas do seu diário, momentos lindos descritos numa caligrafia meticulosa e bela; irradiando brilhos ofuscantes, perfumados e preservados nos frutos, na espontaneidade das raras belezas outonais. Assistia-se nas frescas tardes as danças das folhas caindo ao destino. Os ramos das folhagens tenras resistindo em leveza e harmonia, assim servidos para outras alegrias. Breve brisa batendo no rosto, soprando em cores e cheiros, fazendo com que o tempo parecesse parar no espaço.... os jardins permanecem floridos. as árvores não mais frutificam; fica o olhar nos frutos amadurecendo olores impregnando em lufadas; não mais o vento frio que desalinha os ralos fios de prata do tempo. Novamente é verão, revitalizando os rumos, os horizontes traçados lento epílogo e único querer; mais um passo com qualidade de vida enquanto houver um sol que brilhe trazendo o abraço solidário, a mão amiga, o calor que dispensa luvas, gorro e meias de lã. Espera-se apenas conforto nas palavras, o reconhecimento desses talentos aquecidos que se afloram na maturidade. Por fim, o aceno da mão trêmula, decidida, o sorriso de alegria por ter feito da vida uma poesia. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/OBhvKlXOz40/olhares.html PRA QUÊ FALAR NATAL - 06Dez2010 15:59:00
Pra que falar de Natal.
Se as luzinhas das árvores cada vez mais distantes brilham nos olhos das muitas pobres crianças. Inocentes, vitimadas por ?miliumas? atrocidades; exploração, pedofilia, execração, pelo vil abandono das famílias. Ou de outras as fazendo prostituídas, como meio de vida, maculando suas infâncias, condenando-as a morte, ou sobrevida... Pra quê falar de Natal. Se tantas são obrigadas a pisarem quintais sujos ao invés de escolas, ou lares acolhedores apesar de pobres... Nada parecido com o que lhes são impostos pelas circunstâncias, e que encontram debaixo das marquises e viadutos, quando entregues a má sorte. Pra que falar Natal. Essa superficialidade. Se não há mais consciência, esquecida que está à essência de; ?Fraternidade? nessa contemporaneidade. Pra que falar de Natal. Se nada profundamente é feito no ?nascer? de cada dia. É peremptório... Tudo seria mais Natal se fizéssemos fazer luzentes os corações das crianças; mais ávidos de pão do que de festa, mais ávidos de amor, do que das luzes vindas das festas, mais ávidos de mãos, que os olhares cobiçando um brinquedo através da fresta. A escuridão cansam-lhes mais; a vida pedinte, a vida drogada, a vida esmolada, a vida desgraçada. Enquanto as fartas mesas exalarão os perfumes, e os gostos impregnarão nossas papilas gustativas, e os sorrisos invadirão as salas iluminadas... Acordemos no estampido do champanhe. Pois; pra quê Natal? Se não enxugamos lágrimas. Se não aplacamos dores. Se não espalhamos amores. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/qpjmuDPKXpY/pra-que-falar-natal.html PSIU! ALICE DORMIU - 22Out2010 22:10:00
Na mesma janela. Mas naquela manhã; a passarinhada chilreava mais alto. As nuvens ligeiras, apostavam corrida. O riacho, que de fio d?áqua, transbordava pelos afluentes. O céu de tão baixo, podia ser tocado a ponta de dedo. E o chão de morno; fervia. era o inverno em ebulição. Por força das orações requeridas. Na praça, os velhos faziam Cooper. Os jovens dormiam há sombra, ainda sob efeito da ?balada?. As crianças... Bem; as crianças fazendo tudo que os adultos gostariam de fazer. Nas ruas, avenidas, estradas, os veículos riscavam o asfalto. Os transeuntes movimentavam-se como num louco vai e vem de formigueiro. E os ponteiros do relógio, marcavam incansavelmente o tempo. Mas aí veio o ocaso, atrasado, (pelo horário de verão) o sol caía como uma laranja gigante. De crepúsculo a começo de noite, um pulo. Pendura-se uma estrela ali, outra acolá, Uma lua se desperta, mais parecendo um grande queijo, e fica lá, mansa, suspensa no pico da serra. A noite encomprida, arrasta-se sonolenta e boêmia mais uma vez para madrugada. As pálpebras batem; uma, duas, três, cada vez mais lentas. Então o sono abre suas grandes asas confortantes, dominantes, soprando bafos de sonhos... Mais uma vez cheguei tarde. Psiu! Alice dormiu! Flutua sobre as águas.Navega sem mágoas, de todas as suas dores. Acho que sonha com os céus. E justamente hoje, justamente hoje que eu queria dar-lhe a mão. Mas vai amanhecer... Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/0ONmHsTutdg/psiu-alice-dormiu.html APENAS MAIS UMA PRIMAVERA - 18Set2010 00:41:00
Ah prevaleço-me de que se foi distante a minha aurora e vejo que privilegiado sou ainda estar aqui contigo, bom lembrar-me das belas e continuadas histórias, tantas quantas me contavam da estação das flores, que me inspira cantá-las, as dos meus tempos vividos. percebo que aos sinais da finda e fria que antecede, brotam tímidas e sem anúncio as violetas de lapela, e as novas folhas das gramíneas e dos bambuzais, arte da natureza, ensaiando a floração da primavera, visto nos tenros brotos e botões esculpidos nos roseirais. sem ranhetice fico aguardando ano após anos pacientemente esse momento mágico e grande, sempre com aquele olhar menino; e ver surgindo enfeitando os jardins; exuberantes gladíolos, cravos, íris e jasmins rodeados de brancas margaridas, esfuziante saudação setembrina, data incomensuravelmente bela. nalguns arbustos, o vigor reflorestado para o tempo fruto, nos galhos das amoreiras casulos se contorcem sem ais, bailado frenético que culminará em explosão viva de belos seres em voos numa variedade incalculável de borboletas tropicais. é o ápice desses momentos vividos, único e indivisível, campos, montanhas e serrados ganham pinceladas de cores, nuances verde em dégradé e nos salpicos coloridos das flores. na fábula da prudente formiga, desperta a cigarra novamente, é a primavera aguçando o sentido do poeta que a saúda com seu canto, não mais dorme, não mais chora, cessam as lágrimas do seu pranto ficam só as cores das flores douradas pelo sol das tardes quentes. fim da hibernação nos botequins aquecidos pelos conhaques e das longas e negras noites, agora é céu estrelado em azul anil. cessam as madrugadas frias, em conluio com as chuvas finas, as almas abstêm-se de álcool, embebedam-se com o perfume do ar. as bocas e os corações sorriem, é tempo de a alegria dominar, tantas palavras ainda pra dizer, mas é apenas mais uma primavera. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/ER429Y6Z4u8/apenas-mais-uma-primavera.html PRODÍGIOSO AMAR - 27Ago2010 02:19:00
quando encontro-me menino, solitário com meus pensamentos, vejo-te ainda; quando atravessavas o portão principal e caminhavas pela alameda em minha direção. ficava ansioso por uma palavra tua, uma resposta ao poema que eu fizera na noite anterior. escrito as escondidas, a lápis na folha pautada de caderno. passavas escondendo o sorriso... sorriso que pensava eu, ser um sim. como sempre; a dúvida como resposta... antes que sumisses entre os arbustos coloridos dos hibiscos, e, os perfumados manacás e jasmins, mudo, meu olhar te acompanhava embriagado pelo perfume que deixavas pelo caminho, olor das flores que começara o bailado da primavera. aquele era meu sublime momento, quando as sombras das árvores do parque eram cortadas pelos raios do sol da tarde, iluminavam teus pés descalços, e meus olhos brilhavam de ânsias no teu andar sobre chão com rochas de mica, passos cintilantes, luzinhas vivas ofuscando o meu olhar juvenil, olhar que eu achava ter perdido quando penso hoje. parece que foi ontem; que eu sonhara que me beijaste. eu que menti beijá-la tantas vezes às vezes ainda gosto de mentir para mim é assim que sorrio. amanhã estarei aqui, esperando-te; sentado neste mesmo banco de jardim onde há sombra e os raios de sol também esperam você passar, para ver teus passos que brilham. enquanto isso, escrevo um poema de amor, preferencialmente. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/LrM_9jgdfSk/quando-encontro-me-menino-solitario-com.html PEREGRINO - 23Ago2010 19:01:00
todos os caminhos que ele percorreu. ah os pés cansados e doentes, caíram e sangraram, pelo calvário das distâncias. as vias dolorosas que o tempo preparou, o fez sentir os sulcos cavados, profundos sobre o chão, pelas intensas tempestades. a dor é a paz que se instala e o entorpece. pousadas terrenas não são destinos finais, se ainda há mais inferno para atravessar. a fé é o ópio que optou tomar e prosseguir, remédio para sua alma antes atormentada. passo a passo, segue na sua jornada, só, corrigindo os pensamentos, os elementos; céu, mar, terra e ar, deus, diabo, universo. levita, não mais sente os seixos sob os pés. as matas, os bichos, as cidades, os homens agora são vistos de dentro das nuvens, voa e das alturas sente-os dentro do coração, purificação que alcançará desse flagelo. o que deixou pelo caminho, experiências; o amor, o ódio, o equilíbrio, a permanência na renovada crença, desprovisão de revolta. assim peregrino; avança, alcança a vivência e o fim. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/bQYpG40yXRs/peregrino.html AS PEDRAS DA MINHA RUA - 18Ago2010 21:22:00
as pedras da minha rua estão morrendo; morrerá junto o meu diário em pleno céu aberto. espaço das imagens e palavras vivas, dos versos que transcrevo com a conivência da minha pena, e da janela do quarto no sobrado onde durmo. páginas e páginas vão sendo preenchidas; cheias de olhares e sentires, flagrantes carnais, e observações banais... nelas vou anotando os pés que se arrastam; uns ariscos, outros mórbidos, os mancos. também os passos bêbados cambaleantes, dos notívagos e dos boêmios inveterados. anoto o pisar frenético diurno das gentes; pontos virgulas xingamentos e exclamações entre o passar contínuo e acelerado dos veículos, as reticências nos riscos das bruscas freadas, e a borra da borracha das fricções nas arrancadas. tudo está destruindo as pedras da minha rua. que adoeceram de tanto lixo. dos bichos soltos; que sujam e enojam as pedras da minha rua; indignada dos cuspos, escarros, mijos, fezes, que fede e denigre as pedras da minha rua. tristes estão as pedras da minha rua, envelheceram, cortaram suas árvores que floriam, perfumavam, e caídas, coloriam os granitos alisados pelo tempo, e disfarçava os altos índices do ar poluído agora; nem asseio, nem beleza e nem sossego. as pedras da minha rua também tem medo, e sede aterrorizada ante as sirenes e rajadas, com as explosões das granadas, tiros traçantes, balas traçadas, seqüestros relâmpagos, facadas... por isso é que as pedras da minha rua choram; pelas pobres almas que deixaram as marcas das breves existências numa mancha de sangue, e a dor numa densa poça alcalina de lágrimas. as pedras da minha rua, de desgosto estão morrendo, e junto, morrendo as gentes que ainda sabem dela. vejo pela janela do quarto no sobrado onde durmo e percebo essa decadência, essa agonia delirante que transcrevo em poema, o drama e os gemidos, das pedras da minha rua nesse caminho incessante. sim, elas estão morrendo; as pedras da minha rua... Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/i1v96RzEGpU/as-pedras-da-minha-rua.html COLHEITA - 23Jul2010 22:38:00
ele queria morrer num sorriso teu...
digo; não porque isso parece poesia, ou por que talvez alguém possa sofrer... não; é que pressinto a morte do poeta, o tempo urge ceifando o trigo maduro, e o último poema ainda está por escrever. ele sofre por não querer deixá-lo inacabado. na pena, não há mais lágrimas, nem sangue. imprescindível é teu sorriso neste momento. sorria! faça com que o poeta vá sossegado. envelheceu, e nem bebeu o tinto todo da taça. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/eI5isMSVeMI/colheita.html PHILLIA - 23Jul2010 01:47:00
quero ter o seu abraço amigo
num tanto que tanto me falta, somente um, teu, com afeto, qual esta canção de abraçar que sei, vem de destino certo. com a conivência do poema, exatamente neste instante , portanto em pleno voo; eis que o abraço acontece. voamos as terras distantes, o olhar eternizando existências. e lá, quiçá há felicidade, nem que seja ?faz de contas? como é na nossa poesia, que cega as más lembranças e risca as palavras más, sopra as nuvens sujas, no lugar; brisa alba e fresca quais as manhãs perfumada. ah! vida bela, doce utopia, têm janelas azuis abertas que o vento do sul trespassa as mechas dos teus cabelos, e faz tuas asas flanarem num abraço qual leve pouso. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/OmqWgrla3Qc/phillia_22.html EU ME CHAMAVA JOSÉ - 22Jun2010 14:22:00
http://www.youtube.com/watch?v=yE9ip-R9ezc
do alto de uma nuvem, eu, José flutuava com espanto. acima de mim havia santos, as dores não mais havia, eu não usava mais óculos, e li, que escreveram na areia que o meu nome era José. no poema escrito, ficara: ?parido duma mulher mãe, que num cartório firmara, por um homem dito pai, desde quando criancinha. ? junto com a história morreu; José era esse nome o meu. noutras nuvens em movimento, num bailado; triste e lento. ora arrastando-me ao ocaso rodopiando sobre as labaredas, eram as chamas do inferno. que voltavam ligeiras, de ré sombreando aquela praia que na areia escreveram José. José; muito assim fui chamado, para suscitar dúvidas, arguido, qual no poema de Drummond. mas não confundam, não era eu, o tal da festa acabada dita. fui outro; um José menos amado. amado, tão quanto fui odiado por não professar una fé. a poesia ficou; ?eu me chamava José?. o sonho acabou, a vida acabou; o poema chorou; o mal não há mais; a dor não há mais. o José não há mais... Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/BcKVlLMoQzA/eu-me-chamava-jose.html ANTEVÉSPERA DO POEMA - 24Mai2010 15:23:00
http://www.youtube.com/watch?v=Am84akD8zPY
sou como uma ilha, erma, indivisível, bêbada no olhar. deixando girar a minha volta um mundo inalcançável. abraçado pela imensidão do mar; abissal, anormal, sobrenatural. ando a soprar ao vento palavras etílicas, loucas, indizíveis. sou qual aquele homem que veio só, viveu só, morreu só. e deixou apenas um olhar solitário, por que a vida não o entendeu. previa ser tudo... foi até um semideus. mais do que o quase nada que sempre fui, sou ou serei. ?o meu tempo não pára?, não me ampara, não repara os equívocos, nem os danos irreversíveis. só num curto tempo aclara; quando já corroída a carne, diluído sangue, rompido ossos e cartilagens. uma ilha inabitável. Que dera poder mandar parar o andar dos malditos ponteiros do meu relógio de pulso, que segundo a segundo faz questão de mostrar-se... diacho!... como é duro o fim. deixar o amor, o amar, a natureza, as coisas, e também o próximo segundo... esse maldito relógio de pulso... deixo-o para quem quiser levar. o poema sabe do que agora escrevo, e do jeito amorfo de eu dizer as coisas, talvez fugindo da realidade. sei que remota é a esperança, se ainda estou, é do que me injeto. resistindo e morrendo... lentamente indo. por ora; da poesia não me ejeto. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/O1DWhnlOaGs/antevespera-do-poema.html PROSEANDO COM MAMÃE - 06Mai2010 01:38:00
Mãe, deitado aqui no seu colo, como se ainda fosse o seu menino franzino, faz-me lembrar de quando sempre voltávamos daqueles passeios matinais. Apenas caminhávamos sem pressa. Tua mão balançando próxima ao meu rosto, cheirava a ?água de rosas?, macia, segurando ternamente a minha tão miúda. Era uma coisa tão boa de sentir, o frescor, eu que ainda não sabia o que era amor. Sorrio; pois aqueles seus gestos marcaram, sei hoje o que representam; disponibilidade, carinho, proteção, segurança, solidariedade. Nunca senti faltar esse amor maternal. Expressões de amor dadas não só momentaneamente, mas a todo tempo, todo... Acredito que vêm talvez desde quando ainda atados fomos pelo cordão umbilical. Disse-me que eu agitava-me, pulava dentro da sua barriga quando ouvia sua voz. Acredito! Pois ainda hoje meu coração pula forte quando tenho sua presença, mãe. Lembro quando de um perigo eminente, sua voz de alerta soava num tom diferente. E refeito do sobressalto, suor frio de alivio, ficava ecoando como se uma terna canção indescritível, suave como uma brisa do mar. Juro que saído da boca de uma santa. Igual aquela, que ficava no altar do meio, e que parecia cantar na missa dominical. Via-a, quando me levavas a igreja. Lá estava ela, inerte. Menos o olhar; seguia-me. Custei a acreditar em você, quando me disseste que ela era mãe do homem na cruz. Abominava-o olhá-lo, assim; pregado, ensanguentado, morto. Eu não gostava de ir lá, mas; penduraram-no justamente a direita do púlpito, perto da pia de água benta. Logo que se ultrapassa a porta da entrada principal da matriz. Deus está lá até hoje. Descíamos as escadarias. Eu, de dois em dois degraus, brincando, correndo pela ladeira, e para eu poder esquecer aquele Senhor Morto, ias contando histórias engraçadas. Ah! Mãe! A da galinha que escondia seus pintinhos debaixo das asas, para protegê-los... Desculpe-me! Não consigo me lembrar se era; da raposa, do lobo mau, ou do Boitatá. Adorava escutar as tantas outras, eram como se asas me afagando, sentia-me até aquecido. Da natureza, me fez acreditar que os girinos do lago da praça transformavam-se em rãs, que as casuarinas não podiam crescer próximas ao poço, pois bebiam toda a água da terra, e que o sol e as estrelas nunca apagavam, eram os nossos olhos que se fechavam pra dormir. O tempo passou muito depressa, não é mãe, mas foi bom a gente ainda poder conversar... Se a senhora pensava que eu não me lembrava disso... errou, mas tens todo o direito... Já é tarde mãe!... Vou ter que ir embora agora! Peço sua benção! Mãe Mãe! Olha só que lindo!... Ela dormiu! Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/fF9reflsyvI/proseando-com-mamae.html POESIA PARA UM LONGO AMOR - 03Mai2010 00:47:00
ah! se eu tivesse a certeza naquele momento que a minha voz naquela noite seria ouvida jamais teria demorado penetrar o meu olhar retardando o brilho dos olhos teus em minha vida. Amor, que prazer é ter você, bela presença Como foi bom me cegar de amor minha querida Desde a primeira vez, foi amor a primeira vista, naquele salão de baile que dançamos a meia luz. Ao ter que disputá-la com tantos outros olhares, relembro com alegria de como tudo aconteceu, e dizer nesse poema, quão somos inseparáveis. Rogo preservemos essa delicadeza ao fim dos dias. Somos, mas o tempo urge célere, sob nossos pés, virão nossas rugas, com as quais sorriremos da nostalgia. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/IaCUG2t6Vdo/poesia-para-um-longo-amor.html MULHER, SIMPLESMENTE, MULHER - 08Mar2010 20:29:00
havia o perfume de mil flores, no luar, fui ao jardim; pé ante pé. vi entre as folhagens e os espinhos, florindo, lá estava tu, Mulher. Mulher é insubstituível fragrância, preservada em frasco de cristal. é cheiro, é cio, é pura essência, faz-me tua presa, domínio sobrenatural. se fome e sede, de ti que me sacio, dos teus seios, do teu colo, é prazer. sou homem e animal, na sua teia, envolvido nos teus braços, e querer. Mulher canção mor contagiante, melodia para ninar os querubins. é murmúrio de riacho na alcova, é desejo, e unicamente pra mim. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/71LijprEiWo/mulher-simplesmente-mulher.html FAÇO POESIA PORQUE EU NÃO POSSO DIZER QUE TE AMO - 22Jan2010 00:55:00
Meu coração grita você. - Ame-a. Por favor. Clemência! Anuncie o nome desse amor, Depois de apor as reticências. Peço-te. Grite, pois eu não posso, É um senão, não é demência. Por isso guardo aqui no meu peito Todo esse sabor, de te amar. Perdoe se o poeta é um brejeiro, E que sorrateiramente flerta, Fazendo-se às vezes de menino, Para que você não o esqueça. Quisera que o ontem fosse agora, Que o tempo não tivesse hora, Para o tanto que temos a dizer, Segundo, passa a ser demora. Não, não posso dizer que te amo Como grita o meu coração Por isso faço de você poesia No clamor da minha paixão. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/VOH_P6WB9D8/faco-poesia-porque-eu-nao-posso-dizer.html SEIXO ROLADO - 22Jan2010 00:50:00
Pisaste, qual se pisa em pedras soltas. Com cuidado, para não ferir seus pés. Eu, ingênuo em desalinho, desenganado de bem querer, permiti seu caminhar sobre mim, seixo rolado. Vidas desapegadas, miseráveis vidas sem amor, sem projetos, sem trajetos. Fizemos de nós meros objetos, no fim, nem restos... nem restos. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/ew_Mbem1qfI/seixo-rolado.html LEIA ESTE POEMA PARA MIM... AMOR - 19Jan2010 17:57:00
Sim. Eu já vi o mar um dia, com suas nuances esmeraldas e brancas espumas. Lembro também do grande céu pintado de anil, visitado por nuvens de algodão em correrias, e a noite; subitamente riscada pelos astros cadentes Da janela eu ao luar; acotovelado no avarandado, ao estrelado breu, namorava-te de longe sob a brisa fresca do verão. Minha visão não te perdia como apagada agora. Sorrio. Que bom que ainda tenho o seu perfume. Que bom! Amávamos livres, campeando os prados, e os vales esverdeados, nosso mundo; era aonde o arco-íris nascia na terra, meus olhos a sua procura eram ágeis caleidoscópios, mas paralisavam-se ao tentar desvendar teu corpo. Tempos de risos, quando tuas cores eu as absorvia. Germinou o amor em mim, quando vi teus cabelos balançarem a minha frente, negros, de intensos brilhos adornando o teu rosto, quais brilhos, que sei ainda têm os olhos teus. Quando teus lábios carmim beijavam os meus, um misto de pudor, receio e desejo, me invadia em silencio, emocionado, qual veneno delicioso inoculado. Apaixonados, tudo envolvia cores, suores, e os dias não tinham fim. Mas urgiu o tempo, e com ele, a relevância das palavras, das verdades que não mais vejo e que se fazem presente; mais tátil que visto, mais ouvido que visto, mais sentido que visto; descontroladamente... fácil, sem nada ficar perdido, nem aquele som colorido inserido puro na tua voz. Mesmo com essa nebulosidade definitiva, o poema não perdeu a canção, a poesia ainda é um pássaro cantante, sei das suas melodias exóticas e mutantes, e que suas asas flanam maestrando os versos, beijam as flores, lembrando os amores. Salvo o afeto que tenho por ti minha querida, e pelo olhar que tens por mim amor; perdão, perdão por quase teres que viver reclusa. Desde que meu mundo nublou, tu és o farol, meu norte, meu sul, meu leste e o ocaso. Tua boca me diz o que não mais vejo. Preciso dos teus olhos a enxergar por mim... É tarde... Antes de deitar-se, amor; leia só mais este poema para mim. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/pSTg52z6NLg/leia-este-poema-para-mim-amor.html E O POETA CHOROU... - 17Jan2010 13:35:00
O que viste de tão maldito assim no meu eu? Porque queres ser incomensuravelmente mais, se o que mais queres, e eu te dou, é amor. Acaso teu olhar foi menos malicioso como agora? Não! Não foi... Não sabes o que é paixão! Tento desviar lentamente o meu olhar do teu para esconder o meu rosto desgastado, palhaço, envergonhado, como um menino e suas lágrimas, mentindo como todo poeta mente o seu amar. Entrego-me desgostoso aos seus vis julgamentos. Se quiseres, rasgo a minha máscara de servil amante, E assim como um demente, me desfaleço aos teus pés, Encorajado pelo amor, mesmo que aches covardia, mesmo que o meu pranto pra você seja excitante... Sem você eu vou chorar. Sei que vou chorar a todo instante. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/4UecqoPOnnY/e-o-poeta-chorou.html MARCAS DE VERÃO - 17Jan2010 13:27:00
Meu olhar; voou na madrugada até o seu amanhecer. Minhas mãos, asas viajantes e exaustas, antes absortas à pena e a folha de papel, agora debruçam sobre teu desnudo corpo, perfumado à Absinto e marcado de verão, os sinais de prazer expostos ao meu olhar. Meus dedos; bêbados da boemia, atraídos pela sua poesia, vão passeando nos teus róseos vales úmidos e pelas sombras vivas das tuas entranhas, aos espeleotemas nunca dantes explorados, de virgem, ainda desprovida de gemidos. É cedo; enquanto o novo dia não chega até mim, deixo vir o calor do sol que de mim emana, abraço ternamente minha estrela da manhã, e na nossa cama, habitat dos nossos amores, jardim em flores, em constelação reluz. Meu enredo, é no nosso palco de amor, cores e cheiros, gostos que nossas céleres línguas degustam como animais selvagens livres na savana. Só o brilho de ti reluz, estrela da manhã, bela presença diurna no meu desejo afã. Nosso enlevo; esvai-se em versos, e nada mais é dito. Explodem os sentimentos em festivais. Nos teus negros cabelos, me emaranho, tu nos meus, corpos em frêmitos, arranhos, fazendo amor aos primeiros raios de luz. Estrela e Sol brilhando num lindo ritual. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/NKLsIh4zJs0/marcas-de-verao_17.html MANIAS - 01Dez2009 01:20:00
in voz; José Silveira MP3 Tenho mania de curar curo meus porres sozinho ...chego e logo preparo um drink; gelo, suco de tomate, bastante cachaça, e sal. mas sem abusar dele, pois dá hipertensão arterial. Tenho mania de manhãs, não consigo abraçá-las sóbrio, mas saúdo-as com prazer, entre os raios de sol anunciados. Tenho mania de família, mas só me lembro, na hora em que chego a casa, aquele lugar... que eu nunca sou lembrado, e que muitos chamam de lar, o meu... lar caído, mais parece um pardieiro, manicômio, um puteiro que, aliás, até mais família é. Tenho mania de loucura, ultimamente, faço muitas confusões; botequim com igreja, poema com loucura, patíbulo com pódio. noite com dia, deus com diabo, amor com ódio, ócio com luta, noite com dia, anjo com puta, sexo com nexo. côncavo?!... convexo?!... Tenho mania de boemia, viciada, minha alma vive por aí, com outras almas também perdidas nas sarjetas da lua, nas sombras das ruas cheias de manias. Ontem mesmo vi-me falando com a garrafa, disse a ela na intimidade que não saberia viver sem a bebida, que só ela me entendia. E ela me respondeu, que é raro ter quem te acolha e prepare o drink de manhã. disse-me mais; que estávamos perdidos, e que só a poesia tinha piedade de nós. sorri... simplesmente. Tenho mania de morte, aí eu faço uma canção, morro... depois ressuscito. esqueço, esqueço... que tenho mania de mania. como agora... mania de poesia!... Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/3Rx_hpdp6Hg/manias.html INVISÍVEL - 28Nov2009 12:39:00
in voz; José Silveira MP3 http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-invisivel.mp3 O poema caminhava pela avenida congestionada. Seguia calmo naquela manhã ensolarada. Brisa fresca batendo no rosto, mar azul, água de coco, jardins floridos. Gentes, entremeavam num ir e vir desnorteado. Sereno; acenou. sorriu. chorou. Invisível... Esbravejou, irritou-se, desnudou-se, desistiu, e já sem fôlego... Inerte; caiu. Gentes, ainda naquele irritante vir e ir desenfreado. Passavam. Tropeçavam. Desviavam, e seguiam... Ninguém percebia... Que ali, ao risco de morte, caído, jaziam; o poema, de mãos dadas com a última poesia do dia. Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDePoeta/~3/3AJwawuabVQ/invisivel.html Faça o seu registo
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