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Um milhao por te contar

CANTA-ME MAIO - 24Mai2015 00:00:00
Se me acontecer esquecer das palavras, um vendaval levar as estórias e a recordação do contar, fazer-me fria de mármore ao toque da tua mão mesmo que no calor repetido do verbo me digas um milhão de vezes o que te contei, canta-me Maio, entoa baixinho Maio para que desperte do feitiço dessa perdição que logo que o tom maduro me afague a memória dura, tantos homens e mulheres virão ajudar-te a ceifar o bruxedo e depois outros tantos chegarão em coro, de braço dado e mui felizes, e eu lembrada de todos farei uma roda nas mãos deles atada, linhas que escrevo vitória, Maio celebrado na história.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2015/05/canta-me-maio.html

IMAGINÁRIO - 02Abr2015 00:00:00
Em Abril segurei um livro nas mãos, abri à sorte as páginas que o vento resolveu soprar, li algumas linhas e deixei que as palavras dele faladas se embaraçassem nos cabelos como adorno, queria viajar para sempre na florescência do imaginário, histórias germinadas como tranças que me crescessem.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2015/04/imaginario.html

AQUI E ALÉM - 16Mar2015 00:00:00
E ali, apontava de braço esticado, além é o outro lado e não se passa para lá, porquê, e levou o dedo à boca como se calcasse fundo todas as perguntas que já tinha pensado e agora lhe eram recusadas, porque é o outro lado e o outro é isso mesmo, o outro, mas se é o outro este não pode existir, e estendia a palma como se oferecesse a razão mágica que satisfizesse a solução para o problema, mas que coisa mais estranha, como não existir, não existir, não existir, se lá é lá aqui é cá mas para haver aqui tem de haver acolá senão não tem sentido estarmos aqui e se é assim, também nós não existimos, e levava os dois punhos à cinta vincando a posição, isso eu não sei, só sei que ali não se vai porque é o outro lado, pois eu vou porque quero saber como é aqui.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2015/03/aqui-e-alem.html

O TEMPO DE ACORDAR - 07Fev2015 00:00:00
O alarme tocou e ela pousou o dedo sobre o painel colorido, afinal estava acordada antes da hora, muito antes de ser preciso abrir os olhos, levantar, seguir a vida. E agora que era a hora deixava-se ficar, uma espécie de desafio ao tempo, quem ganhava mais se se erguesse na pressa como todos os dias, ela ou o tempo sempre no seu ritmo certo, que mesmo depois dela se ir haveria de continuar a rodar no mesmo movimento egoísta sem se importar com alarmes, intranquilidades, desesperos. Fechou os olhos, não dormia, contemplava os anos passados e o ganho que daí tivera. Achou nenhum. Levantou-se e preparou-se, saiu. Mas não correu, cumprimentou demoradamente quem com consigo se cruzou, olhou o céu e admirou-lhe as cores. Sabía lá se o tempo lhe pregaría uma partida e se encolhia para ela.
 


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2015/02/o-tempo-de-acordar.html

TÃO NORMAL - 05Jan2015 00:00:00
Um dia hei-de escrever sem limite, sem tempo a correr na espreitadela de outros afazeres que me mordam os calcanhares, hei-se escrever tudo o que sei sobre estórias de encantar e sobre as outras que não o sendo, também têm o seu louvor por serem de homens e mulheres que as fazem, por serem estórias que parecendo da multidão são tão únicas como flores raras que vivem no limite de um dia, fenecem, esquecem aos outros da beleza que deram. Hei-de escrever sobre tudo isso como se não tivesse importância, como se fora cousa normal porque afinal serei eu uma delas.
 
 


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2015/01/tao-normal.html

DEZEMBRO OUTRA VEZ - 17Dez2014 00:00:00
Hoje como nos outros anos façamos a alegria, rio da mesmo forma como era criança e o pinheiro é tão verde como sempre foi, traz os enfeites e os teus trejeitos, as tuas memórias de histórias passadas de outros Natais, eu lembro tudo e faço de conta que é surpresa de novo só para te ouvir, que importa se a estrela já não tem pontas e o brilho das fitas se embaciou na partida dos queridos, hoje como dantes trazemos todos, recordamos festas e odores, presentes oferecidos e mãos aquecidas no aconchego do amor, Dezembro no peito a iluminar, conta outra vez.

 


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/12/dezembro-outra-vez.html

SEM HISTÓRIA - 06Nov2014 00:00:00
Reencontrei-te num severo dia sombrio sem sol nem chuva, nem frio ou calor que me lembrem para marcar que aquele foi o dia em que voltei a ver-te. Falámos de generalidades evitando falarmos de nós, procurámos sítios de multidão para não estamos sós nem que as mãos habituadas a darem-se se esgueirassem de novo para os nós dos dedos, falámos a olhar a paisagem que não recordo porque não devía ter cor e se a havia foi-se naquele dia em que nos reencontrámos. Porque tudo o que dissemos foram palavras soltas perdidas de livros lidos por outros, de nós nada restou como história de amor.
 
 


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/11/sem-historia.html

A CAIXINHA - 28Out2014 00:00:00
De vez em quando abría a caixinha, revisitava os achados colhidos desde toda a vida, passava-lhe os dedos, demorava-se por objectos miúdos ou relía pedaços de papel muito finos. O tempo passava e ela dobrada sobre a caixinha, embevecida, um bocado de tempo só seu que os outros se haviam habituado a respeitar, comentavam ela e a sua caixinha, coisas de pessoa velha e tonta que se havia tomado de afectos a uma caixa de cartolina deformada por nada ter de fazer. Ela já havia mostrado o seu tesouro aos demais mas não sendo dinheiro ou jóias ou outro tanto de valor, a caixinha havia sido desprezada e sem incómodos, ficava à vista de toda a gente sem precisão de resguardo. Quando ela se foi, andou aos tombos e foi parar às mãos de um homem que curioso veio a dedicar-se a descobrir todas as pequenas coisas que a defunta havia recolhido pela vida. Chamou os outros e contou-lhes a história da família. 
 
 


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/10/a-caixinha.html

O MONSTRO [DA IMAGINAÇÃO] - 14Set2014 00:00:00
Sentou-se no muro e bateu com os calcanhares, o Sol descia devagarinho lambendo as cores do dia e arrastando numa aguada os contornos da outra margem, em breve o outro lado haveria de parecer uma mancha escura como um monstro deitado, depois muitos pontinhos brilhantes surgiríam e essa forma de medo traría a imaginação de uma cidade encantada como um dia de Natal. Bateu com os calcanhares espantando o escuro que veio embrulhá-lo, atirou uma pedra ao vazio e não ouviu som. Talvez que o dia acabado engolisse o outro pedaço de terra e só no dia seguinte ele voltasse a aparecer e tudo o que a sua vista alcançava eram estórias para entreter a barriga até a Mãe o chamar para o jantar. Levou os dedos à boca e soltou um assobio. Nada. Só o chamado para a mesa. Ergueu-se do muro e caminhou em direcção a casa mas ouviu difuso um silvo a responder-lhe. Correu, correu muito.
 
 


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/09/o-monstro-da-imaginacao.html

E quando se acabarem estas perguntou ele, voltarás às de inicio se o tempo ladrão não te roubou a lembrança ou das de começo farás uso das palavras já conhecidas reinventando outros contares e fazendo novas narrativas? Ela olhou-o tranquila, decerto me hás-de ajudar se a repetição vier, não quero contar coisa usada mas outros seremos nós dois, tu a escutares no sorrir de recordar a primeira vez e eu esforçada por trazer novidade ao que do tempo as palavras me ensinaram.

 


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/08/a-agua-debaixo-da-ponte-nunca-e-mesma.html

UM MILHÃO DE ESTRANHOS - 20Jul2014 00:00:00
Do papel fez embrulho para presentes dar. Fez dobras e vincos para num barco se encaixarem as águas de um rio. Fez outras dobras e outros vincos para do sol se esconder e à cabeça levar um chapéu que faz rir. Fez um plano branco e nele cuspiu cores de ofertas, de mares e de céus e depois achou que ali se aquecia, embrulhada em estórias do que já sentira e então rasgou num milhão de pedacinhos o papel que a tantos usos dera e simplesmente escreveu era uma vez. E foi entregando a um milhão de estranhos que por ela foram passando e à medida que os estranhos lhe perguntavam o que era aquilo ela contava-lhes uma história.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/07/um-milhao-de-estranhos.html

NAVEGANTE [SOMOS] - 05Jul2014 00:00:00
 
Quando te olho no soslaio do horizonte entre linhas da memória, vem-me à boca o sal da descoberta doutros séculos de aventura, nem mesmo a força dos braços apartados entre saudades, outros abraços escritos entre cartas assobiados ou fados lembrados à noite entre pardos candeeiros e pães desmiolados a contarem naus catrinetas de livros esfarrapados entre cartilhas de Deus me dizem tanto do que és quanto do mar quando vem e de manso, alaga o peito, na onda traz a vontade da partida para de novo o regresso escreveres.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/07/navegante-somos.html

POETAS - 01Jun2014 00:00:00
Não brinques com a poesia, há versos que matam só de os pensarmos mesmo sem haver rima. Vê os poetas, são uma raça, triste daquele que assim seja mesmo que não o saiba, porque já nasce condenado. Ser poeta é vir ao mundo diferente, não há feitiço que o mude pois é outro sangue que lhe anima a vida. Não brinques com a poesia, há versos que dizem amor.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/06/poetas.html

AS MÃOS (À ESPERA) - 17Mai2014 00:00:00
Que interessa? Éramos nós ou nem isso, talvez fôssemos apenas as mãos à espera, mãos pousadas sobre pernas que já tinham caminhado muito, muito e agora plano de mãos, sim de mãos que se davam uma à outra para lembrar como era quando se encaixavam  nas alheias, a esquerda à direita de um par perfeito, um outro que não era seu e até nisso o mundo achara caminhos feitos de pernas cansadas para encontrar mãos certas para se atarem na justa medida, francas e seguras, mãos sinceras.
Sobram os riscos nas mãos, uma espécie de lembrança dos vincos que ficaram no aperto das mãos dadas, sabedorias das mãos sinceras ou olhos que passaram imagens para as minhas palmas, assim não esqueço, assim nada mais interessa, éramos nós, ainda o somos.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/05/as-maos-espera.html

O CORPO (AUSENTE) - 18Abr2014 00:00:00
Lembra tudo como se fora presente, ausente dele é a mancha afundada ao lado e nem cheiro agora permanece para uma réstia se perseguir de olhos fechados até ao lugar vago, mão que afaga vagarosa igual ao carinho dos tempos e ao hábito do nome pelas manhãs e pelas noites, ainda o diz silenciosa, ainda o diz a ecoar pelo quarto para as paredes não o esquecerem vincadas pelo encosto dos ombros e das palmas e de tudo o que de vida há impresso como papel a forrar anos, faz-de-conta que está para esquecer o faz-de-conta ausente, lembra tudo como agora e já nem sabe o que custa mais, se a lembrança dela se a ausência dele sem ela.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/04/o-corpo-ausente.html

O CORPO (POR CIMA) - 02Mar2014 00:00:00
O corpo por cima encaixado, moldes numa adição de uma conta feita em subtracção, partes de dois que não se somam nas cartas de navegar de um mar encrespado, há um navio queimado que não importa ser salvo, atirem-se tábuas ou bóias, icem-se velas ou mude-se o rumo, o que interessa é chegar a terra firme, o corpo por cima do corpo, dois separados a seguir viagem que a paisagem é a mesma de sempre no mar, para quê conversas sobre marés ou estórias sobre constelações se o astrolábio e o sextante são tão velhos quanto os dragões, monstros marinhos e outras invenções como o amor.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/03/o-corpo-por-cima.html

O CORPO (AO LADO) - 27Fev2014 00:00:00
O corpo ao lado é só um corpo, não passou muito tempo em que fora agasalho de corpo e de coração, para onde foram esses aqueceres no abismo de momentos que passaram tão rápido, a distância que mede o esticar de um braço são os minutos entre amar e o estar, quando se tornaram dois em vez de um, o corpo ao lado que faz peso sobre a cama onde se amaram no espaço de um, limites de respirar em silêncio ou gargalhadas no escuro a alumiar caminhos, o corpo estranho ao lado, quanto tempo passou para se ser um corpo ao lado e as fronteiras montadas entre corpo e corpo racharam territórios até esfriarem o coração.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/02/o-corpo-ao-lado.html

RESTOS - 19Jan2014 00:00:00
Pensar-se que das letras daqui se secam as estórias é o mesmo que abeirar-se do Rio e lhe encontrar uma cova funda e seca, nunca tal em vida minha se vai achar que do meu fundo há tanta água quanta a que o leito das duas margens leva e traz. Depois de fria e estendida bem podem achar o que entenderem, mas é quase certo que se a vontade minha for adiante, pouco encontrarão em que nadar que o desígnio que lhe dou é a secura ou a queima lançando restos oferecidos ao meu Rio, amante de todos os dias.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2014/01/restos.html

DIA IMPERFEITO - 10Dez2013 00:00:00
Não sei que dia é hoje, talvez dia de outros tantos iguais a hoje que não sinto diferença de ontem e nem me lembro de me sentir assim, que a verdade é que se soubesse que hoje me iría sentir desta forma acharía que não era dia meu pois sempre senti o dia de hoje como sendo dia certo, muito certo e tenho de memória outros dias de hoje tão certos que nem meus parecem pois assisto-os como perfeitos, tão achados para mim que hoje será dia de outro, não o meu. Acaso serei eu outra, ou os outros dias de perfeito terão sido de outros? Ou então não foram meus porque outra já não era eu e daí hoje ser tão imperfeito quanto os outros que me foram achados para mim.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2013/12/dia-imperfeito.html

O COMBÓIO - 06Nov2013 00:00:00
A chuva a caír na cadeira de balouço e ele deitado no jornal, para lá e para cá as letras vão seguindo os trilhos de um combóio do tempo à medida que a luz esvaída lhe acaba os olhos na melodia da colher rodada na chávena solitária de café, acompanha-lhe o farrapo do leite e o arfar do cão idoso, espera os passos da vizinhança pelo corredor comprido nos gritos alegres da criança traquina quando o ponteiro subir e não antes, a chuva a caír nas dobras da leitura feita e o canário amarelo arroxeado nos relâmpagos que prolongam tempestades debica miolos de nada à mão de um ele que se baloiça para apressar a chegada do combóio.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2013/11/o-comboio.html

EMBACIADO - 12Out2013 00:00:00
Folhas de novo, brancas em mim e vermelhas e douradas ao olhar para aquecerem saudades, assim o frio suporta-se melhor quando o suspiro embacia janelas à tua espera ou relembra quando te esperava. Ficou-me o vicio de te telefonar mesmo sabendo que não estás, guardo o teu número junto aos vivos para me enganar, parece que me continuas próximo das mãos, da voz ouço-te, falo-te e tu respondes e até me admoestas naquele tom só teu, só teu, que agora me faz sorrir e que dantes me contrariava. Não conto a ninguém estes devaneios, guardo-os no meu peito. Quando a saudade aperta muito murmuro-os no vidro da janela à tua espera, hálitos de quem fala e espera que tu respondas, um coração que desenho, imagem que se desfaz.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2013/10/embaciado.html

EU ESCOLHO - 21Set2013 00:00:00
Ainda te digo que mais do que contadas muitas há as que ouço por dentro de mim, de onde vêm não te sei dizer nem eu tas quero contar todas, não por te matar o escutar interessado ou me acabar a voz e as letras, mas porque muitas são belas mas também as de medo e tristeza correm a par. Deixa-me ser eu a escolher e deixar-te sempre de sorriso, melhor se acabar a estória do que começar um rio em ti, para tanto chego eu.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2013/09/eu-escolho.html

A CORTINA - 18Ago2013 22:51:00
Por vezes quando a noite lhe pesava nas horas e ele tardava nos minutos da espera, ela achava que a varanda o faría chegar mais rápido. Jurava sempre para si que sería a última vez que o faría, não voltaría a esperá-lo a pé, de robe, cabelos ao vento. Mas uma qualquer força que ela não segurava levava-lhe os pés descalços até à varanda e já friorenta, procurava os faróis do carro dele que a cegavam, para depois às pressas, correr e meter-se na cama a fingir que dormía descansadamente. Muitas vezes aguardava até que a madrugada despontava. Muitas vezes enrolava-se nos cortinados a passar o tempo, a cobrir-se do frio, a esconder as lágrimas, a fingir-se outra que nunca sería.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2013/08/a-cortina.html

CONTADORA DE ESTÓRIAS - 15Ago2013 21:45:00
Que queres que te diga, não sou sereia ou esposa de sultão, sou apenas contadora de invenções do que me vem aos dedos, do que me solta na ponta da lingua enquanto a rapidez da memória me permite sussurrar em pingos de azul-china o desenho do verbo. Ele há dias em que as estóras são tantas que os gritos me abafam as paredes e as paredes me derrubam o querer e eu sem querer, ao invés de as escrever apenas me limito a escutar.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2013/08/contadora-de-estorias.html

7 LINHAS - 13Ago2013 20:51:00
Espera por mim esta noite e não durmas já, dá-me a tua mão, as tuas costas, as tuas pernas, deixa-me embrulhar no teu corpo e aquecer os meus momentos até os olhos, preguiçosos do dia claro atingirem o que lava o quarto pelas paredes lentas, descer para cerrar o escuro guardado como uma caixa de segredos que recolhe o tesouro e juntos, sonharmos o mesmo sonho.


Fonte: http://ummilhaoportecontar.blogspot.com/2013/08/7-linhas.html