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Vóny Ferreira

Resignação - VónyFerreira - 18Mai2012 01:50:37
Assim farei:
Embora o silêncio às vezes doa
Logo a mim que o amo tanto
Logo a mim que o abençoa.

Todas as letras agora se vergam
Como se fossem papel molhado
Pelas lágrimas que me envergonham
Vindas de um coração magoado.

Assim farei:
Se é silêncio que pedes dou-to em carne viva
No eco de mim e dos ventos contrários
Sabendo que as palavras n´alguns casos são precisas.


Sei que ainda tenho as flores dos penhascos
Que me açoitam com aromas de alecrim
Como se gritassem em murmúrios, silêncio
A esta alma que sendo minha, fugiu de mim.

No entanto sei:
Que no pico mais alto onde me silencio
A minha voz ondulando pelo ar, anuncia
- Que nem sempre o silêncio é a formula.

Vóny Ferreira



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=222313

.
É nas entranhas da terra, nos bordados verdes das planícies, que mergulho teimosamente a alma, que busco a serenidade espiritual, quando me sinto inquieta e triste. Mas nem sempre a imaginação me transporta para a seda áspera dessa terra-mãe…! É como se me faltasse o cheiro do rosmaninho e a profundidade inatingível do teu olhar!
Oh, se eu soubesse como me transformar em andorinha ávida de Primavera!!
Ando à procura das outras andorinhas, mas elas fugiram-me da ponta dos dedos e deixaram o ninho fecundo da minha imaginação…! Até quando?
Hoje cansei de ser essa andorinha perdida. Hoje sou uma perdiz solitária que se cansou de voar, mas que ainda assim… resiste à fúria das intempéries, como se a sua única vitória fosse essa mesma. A de resistir!
A de se transformar no nada que a incendeia de tudo!
É nesse deslumbramento flácido, que me embriago de azul, apesar da neblina que me acerca, como uma gigantesca rede em busca de peixes.
Talvez seja nesta bebedeira de azul e vento, que eu finalmente te reencontre nas serras do pensamento, numa escalada de formiga agigantada pela saudade e o sentir…
Acordei hoje órfã de ti… e nem o sol escaldante que penetra na minha pele impiedosamente, aquece o frio glacial que passeia pela minha alma… !
A propósito… que é feito de ti?

VÓNY FERREIRA



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=222176

Desculpa se não te vi…
Para além das sombras e das nuvens
Para além da turbulência das ideias

Se me perdi em labirintos e reviravoltas
Como quem distorce a plenitude do caminho
Para contemplar intangíveis muros de pedra
Onde as flores silvestres não podem florir.

Desculpa se não consegui compreender!

É que eu darei sempre primazia às flores
Ao vento a galopar em estrépitos de folhas
Como quem dança o samba em remoinhos
Como quem fala sem o som das palavras

É que eu darei sempre guarida aos rios do afeto
À espuma dos sonhos que se esvai e reinicia
Como quem se redime e rejuvenesce num abraço
Que trespassa a minha alma através da poesia!

(VONY FERREIRA)

>>Direitos autoriais registados>>



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=221770

Carências - VónyFerreira - 18Mai2012 01:50:37

Quero afogar-me nos teus olhos
Nessa fragrância de alecrim do teu corpo
Repousar no ninho dos teus braços
Como se eles fossem o berço redutor
Onde me perco para de novo renascer

Oh… sim…

Preciso que me atropeles com o teu olhar
Num acidente frontal de plumas e maresia
Num grasnido dolente de gaivota
Que tudo alcança enquanto voa…
Que tudo perde enquanto procura!

Quero que me ames e só depois…
Afogar-me nos rios que explodem em nós
Em cascatas desenfreadas e loucas
Quero desfalecer contigo, a sós...!

(VÓNY FERREIRA)

Poema que pode ser lido aqui:

reeditado aqui...http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42312

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=221493

Tenho tudo, minha mãe
tenho tudo
enquanto tiver o teu olhar
mesmo que esteja mais baço
farto de ausências e névoas
mesmo que se mantenha cansado.

Tenho tudo, minha mãe
tenho tudo...
enquanto tiver as tuas mãos
enrugadas pelo tempo nas minhas
mesmo que me apertem trémulas
como se me pedissem ajuda

Tenho tudo, minha mãe
ganho eu e ganha o mundo!



Vóny FerreiraImagem original300) this.width=300" />

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=221388


Sim, agora sei…
que a saudade
chora e se esconde
com altivez
no mastro dos barcos
sempre fiel
ao eterno amor pelo mar.

Que o pensamento
se torna febril
ao atracar-se sem âncora
no cais.

Se explica
convulsivamente nos búzios
que se despedem
em silêncio do sol.

Que o sossego
veleja assim oprimido
se inquieta
quando não encontra o farol
e vê partir pelos céus
algumas gaivotas
atrás de uma traineira
que quer naufragar.

Sim, agora sei…
que pior que morrer
é nada esperar!

Vony Ferreira


carregue na foto para melhor ler o poema
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Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=221222



Vou libertando tintas coloridas
no pedaço de céu estreito
que avisto da minha varanda

Para que os sonhos fragmentados
despertem nas folhas verdejantes
que agasalham o frio das andorinhas.

… Quantas Primaveras faltarão
para que elas cumpram o seu destino?

Não sei, mas vou acreditando
nas respostas secas que reflorescem.

Entre as perdas e os espaços vazios
deixo relógios avariados num céu de nuvens
para que o tempo não me passe à frente
e salve o que desperdicei nesta vida!

(VÓNY FERREIRA)










Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=220886

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Matei as manhas e os pássaros que as bordavam com os seus cânticos melodiosos no dia em que me renegaste porque de repente senti medo da noite sem estrelas.
A vida sem sentido é como morrer e não saber, sabias?
Passei a ser uma andorinha sem Primavera, a esvoaçar num céu de feno e gafanhotos em pragas mirabolantes, tendo como destino único o vazio que me completa esse maldito (sepulcro das almas solitárias e vagabundas) Agora que ando em sentido contrario… cheia do nada que me transforma em tudo, o que faço desfaz-se ou então vê-se do avesso. Os meus olhos cor das espigas maduras aclaram-se no olhar estrábico dos camaleões sempre atentos às
aparências.
Mutilei os dedos para que não me denunciassem mais através da escrita. Mas ainda é nas mãos que guardo todas as lágrimas que não posso permitir que os meus olhos chorem por ti.
Meu amor, meu amor, meu amorrrrrrrrrrrrr!

(Vóny Ferreira)


Visite e acompanhe o meu novo blog:
"NA ALUCINAÇÃO DOS DIAS"

http://naalucinaodosdias.blogspot.pt/

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=220490

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Meu Poeta meu poeta
meus passos andam perdidos
minha voz já não escuta
o chamamento dos amigos.

Minha espada meu trigo mirrado
já não sei o que é viver
se o caminho, o caminho
é de pedras a rebolar.

Meu Poeta, meu poeta
porque se vive em contra mão?
porque se teima em caiar casas
desmoronadas no meio do chão?
e o oceano que me empurra
para um rio que já secou
e eu que esbracejo teimosa
como um náufrago que se libertou.

Vóny Ferreira

Conheça o meu novo blog;
"Na alucinação dos dias..." http://naalucinaodosdias.blogspot.pt/?zx=7ff2464723f8d6a2


25 de Abril Sempre...!!!
Viva a Liberdade que de formas diferentes nos vai faltando, numa altura em que nos vão tirando direitos e conquistas ganhas neste dia inesquecivel



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=220343

VERGONHA... - VónyFerreira - 18Mai2012 01:50:37
…para chegar primeiro à meta comecei andar para trás, balançando o corpo com uma força despropositadamente errada, enquanto o vento me acossava pela costas não para me ajudar na caminhada, mas para me fazer entender que continuando assim estava mais perto da queda do que do salto final vitorioso.
Queria tanto que te orgulhasses de mim, tanto…!
Sei que faria tudo para que isso acontecesse. Inverteria o chão e faria dele o céu só para ter a sensação única de atingir os seus limites.
Depressa mudei de ideias e voltei à linha de partida para começar a corrida dentro dos parâmetros normais. Há que ter em mente, um dos maiores segredos!
As vitórias somos nós que muitas vezes as inventamos, ao acreditar que fizemos o melhor que era possível.
Apesar de chegarmos à meta em ultimo lugar, desfalecidos. Quando já ninguém está presente aplaudir. Devia ser o contrário… deveríamos aplaudir sempre os mais fracos. Os últimos, mas não…! Promovemos a lei do mais forte com medo das nossas próprias fraquezas.
Não há vitórias morais. Mas há, tenho a certeza, o olhar complacente de todos aqueles (poucos) que amando-te, nunca te abandonarão.

Vóny Ferreira

Os meus bLogs:

OS MEUS POETAS SÃO...

http://pipinhasferreira.blogspot.pt/


POEMAS E POETAS QUE ME MARCARAM...

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SONHO? NEM SEMPRE

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POEMAS DECLAMADOS POR VÓNY FERREIRA

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