Menu

Antologia

No cais

Blogosfera

Mundo Cão

Recomenda-se

Mundo Novo

Blogues

Diversidades

Crítica

Consagrados

Especial

Especial África

Últimos Feeds






Tânia Mara Camargo

homenagem a Atlanta-Geórgia - 25Mar2019 15:38:16




Homenagem a Atlanta -Geórgia


Um novo sul desponta com heranças
Creek e Cherokee
Trilha das Lágrimas...
A ferrovia ali terminou e o progresso
chegou...Términus...
O branco do algodão,
Atlanta se transformou...

?...............................................................

Geórgia tu és moça faceira
que caminha livre ao vento
e descansa à sombra altaneira
Pinherais que resistem ao tempo

De seus rios fez tua cintura
Floresta in natura onde a lua
adormece na paz e fulgura
tamanha beleza de tuas águas!

De granito fizeram o teu vestido
Stone Mountain altiva,
Peça que a transforma em diva

Ah Geórgia! Tu és parte do meu destino
Teu perfume magnólia deixa-me inebriado
Sou passáro menino por ti apaixonado!



Geórgia tú eres senhorita faceira
que camina libre al viento
y descansa a la sombra altaneira
Pinherais que resisten al tiempo


De sus ríos hizo tu cintura
Floresta in natura donde la luna
adormece en la paz y fulgura
tamaña belleza de tus aguas!


De granito hicieron tu vestido
Stone Mountain altiva,
ropa que la transforma en diva


Ah Geórgia! Tú eres parte de mi destino
Tu perfume magnólia me deja inebriado
Soy passáro niño por ti enamorado!

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=214955

EU NÃO ME PERTENÇO... - 25Mar2019 15:38:16





As ruas alargam-se....
A menina que brincava
nas nuvens, entrega-se
à escuridão.
Negror de meu olhar

Eu não me pertenço...
Um pêndulo insiste
na esquerda, é o
descompasso do meu
pequeno coração


Não me casarei com falsas
ilusões,
nem vestirei o dourado
pano de um novo dia

Eu não me pertenço...
Deixei tudo que havia
de bom nas bermas.
Nos descaminhos perdi
a tal esperança


E já não me pertenço
minha alma disse-me
adeus e se foi nas ruas
que se alargam...

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=207363

Entre aspas - 25Mar2019 15:38:16



Entre aspas

Lilases configuram a tarde
aromas excêntricos e cantos
folhas de outono sem alarde
descem a alameda enquanto
os olhos sobem ?.

No infinito se perdem,
não há caminho
sinto-me um covarde.
A bandeira que defendi
foi enterrada no canteiro
das ilusões.

Pátria é o meu corpo e
minha vontade jaz destituída
de poderes.
Os territórios e as curvas
tornaram-se rabiscos,
desenho desconexo,
abstrato.

Sem lúmen....

A boca grita, a alma
pega o primeiro voo da
ave recém-nascida , tentativa
de chegar a algum ponto.
Mas as aspas dessa ortografia
impedem...






Inseto atônito em torno da
luz (esperança) há muito
esquecida.
Fome a ecoar no estomago
da noite que se aproxima.


Com ela volto a ser espectro,
arrastando as correntes de um
tempo sem precisão
Zombando da minha própria
sorte.

Não cheguei ao paraíso, habito
nas cinzas das guerras internas
que criei.
Não!Eu não amei...
Nem fui amado...



Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=203600

Sei lá! - 25Mar2019 15:38:16

Sei lá!


Brumas no olhar, passa o mar, lágrimas
Enfática madrugada , naus perdidas
Vidas desencontradas, sem rimas
E eu que queria ser muito divertida

Vejo-me entre a rosa e os prismas
da face negativa da noite descabida
Preambulos de dor, de autoestima
Minha camisola mal dormida

Amanhece a boca com gosto a fel
Conhaques e cigarros vencidos
Solidão inda presente como um véu

Blues na vitrola, B.B.King Menestrel
Mais um dia desfiado, perdido
Lavo as mãos e olho para o céu...



Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=203367

ASTERISCOS ARTÍSTICOS - 25Mar2019 15:38:16


Asteriscos artísticos

No porão da minha memória vivia um rato
Impertinente e com os olhos acusadores
Páginas amareladas com poemas demodés
Baudelaire jaz num canto, estátua empoeirada
Parece uma cena típica de Cruz e Souza,
teias de aranha , ambiente sinistro

A ratoeira que deixaram armada já
não me inibe, sinto-me livre agora
Ouço Lenini com a balada do
cachorro louco e vou pra galera


Quanto aos meus neurônios digo
que vão bem e obrigado.

Sou o que sou, alfarrábio de volta
ao porão.

...

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=203337

CARLOS TRONCO - 25Mar2019 15:38:16
Vem de longe o cavalheiro
para lembrar-me da poesia
Distam-se versos e veleiros
pensamentos e maresias

Je te sens homem verdadeiro
Minha pele morena arrepia
Tento livrar-me deste cativeiro
Meu coração mantém-se em porfia

Sei que lá fora há sol e chuva
Estrelas e lua alvadia
Nas quintas o aroma das uvas

Parle d'amour, estou em sesmaria
Amizade dádiva de alma pura
Mon ami por ti volto à euforia!

Um lugar no meu coração- Nana Mouskouri
Recebi sua carta ontem
De alguma cidade pequena que eu nunca ouvi falar
E lá dizia que você estava a caminho
Mas não para onde você iria

Você disse que está seguindo o sol
Mas você realmente sabe com certeza
Pois depois que tudo é dito e feito
Apenas o que é que estás à procura

Há um lugar no meu coração
Eu queria que seus olhos pudessem ver
E não há ninguém na terra
Que te ama tanto quanto eu

Se você simplesmente viajar
Até não sei onde
Há um lugar em meu coração
Que você nunca poderá achar de novo

E então você viaja com o vento
Você encontrará alguma estrada para voar junto
E apesar de sua carta dizer
Seu coração pode esquecer logo a música

Depois, você pode um dia escrever um poema
Que conta a sua vida em palavras de fogo
Mas você nunca terá uma casa
Ou encontrará o amor que deseja



Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=182849

Opulência do prazer - 25Mar2019 15:38:16
OPULÊNCIA DO PRAZER

Silhueta obumbrada no anoitecer
Antecedia-lhe plácido âmago
Esquecera a opulência do prazer
Mas sem querer provou um afago

Embriagou-se, doida saiu a correr
Pelos vastos olivais verdejantes
Sensação que não pudera prever
Não estava na obra de Cervantes

Explodira o peito, tremera o mundo
Calor e frio era amor profundo
Despira-se então do véu da virtude

Foram as plumas ao vento voraz
Esquecera-se do viver fugaz
Para ser mulher em plenitude!

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=179888

Malábares - 25Mar2019 15:38:16
MALABÁRES

Infinitas são as horas de excitação
Infinito é teu corpo entre minhas
Mãos atrevidas.
Lascívia exalando, tu me amando.
O mundo girando e urram os
Ventos vão-se os tormentos da
Rotina. Na retina dilatada, voam
Pássaros negros, anjos perdidos.
Risadas escancaradas,
Vinho em sucessivos goles, boca
Embriagada, tudo ou nada!
Tudo se completa entre malabarismos.
Equilibro-me nos meus saltos altos e
Em seguida perco a postura, abro as
Janelas do pecado!

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=179887

Ninfa - 25Mar2019 15:38:16
NINFA

Em seda fina envolvida, crisálida.
Ninfa aguardando iniciação
Liberar-se á natureza, ávida.
Soltar as asas de minha imaginação.

Borboleta azul no limite de teu céu
Atrevo-me, roubo teus beijos e sabores.
Vôo em disparada, fui tocada, perdi o véu.
Asas apegadas em ti foram-se os pudores.

Lepidóptero livre a desbravar paisagens
Teu corpo nu, a mais linda miragem.
Desejo me faz querer outras viagens.

Depois calma espero outras abordagens
O remexer de teus olhos em vadiagem
Convida-me a repetir as traquinagens!


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=179886

LÁGRIMA DE POETA - 25Mar2019 15:38:16

Lágrima de poeta

Busquei o fio tênue de esperança
Fitando o mar em percurso sereno
Pescadores lançavam as redes,
Sereias escondiam-se temerosas.
Lentamente, o silêncio tomou
Conta das areias. Solitária,
Quando o céu entregava às águas
Estrelas azuis e minhas lágrimas
Matizadas misturavam-se às ondas.
-----------------------------------------------------

Vai lágrima minha, viajante
Distante a procurar refrigério
Alma de poeta é inconstante
Inspiração surge como mistério

Vai lágrima sentida aos confins
Percorre o mundo das ilusões
O mar tem perfume de jasmins
Yemanjá, senhora das razões.

Vai lágrima e não olhe para trás
Siga o destino das maresias
A felicidade é um tanto fugaz
Somente sobrevive a poesia

Vai lágrima, vá ser semente
Brotar na face dos observantes
Escritores e poetas prudentes
Desse mundo de ignorantes.



Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=179541