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Sons da Alma

- 28Set2013 10:36:00
Quando nos pomos a reflectir
de qualquer assunto existencial
há uma pergunta da qual não podemos fugir:
o que é realmente nosso afinal?

Serão as pessoas de nossa pertença?
Serão nossas as coisas materiais?
Talvez de nosso desde a nascença
só tenhamos as impressões digitais.

Seremos nós mesmo nossos
é o que importa perguntar
se até nos comem ou queimam os ossos
não estaremos todos para alugar?


Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2013/09/quando-nos-pomos-reflectir-de-qualquer.html

- 07Set2013 18:35:00
Vamos silenciando demónios
mas há um que deixamos acordado,
engolimos os "tens" e os "deves"
e vem mais um dia asfixiado.

Isto não, porque choca alguém.
Isto não, porque não acham bem.
Isto não. E nós, ninguém?

Calcamos desejos eternos
fingimos os sonhos esquecer,
para agradar a todos os externos
e acabamos por ninguém satisfazer.

Vem a idade e o cinzento
e o negro não deve demorar
fechamos as vozes com a chave do desalento
mas há uma que não conseguimos calar...

Arrancam-nos o colorido
e até a carne dos ossos
de todos os outros temos sido
quando é que seremos nossos?


Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2013/09/vamos-silenciando-demonios-mas-ha-um.html

- 18Jun2013 21:09:00


Afago a escuridão
Como se precisasse dela.
Suga-me,
Sem que eu lhe ofereça resistência.

? Que é da força
Que apregoavas, alma vencida?

? Deixa-me, réstia de ânimo,
Também tenho direito
A chafurdar na depressão.



Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2013/06/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html

- 24Jan2013 20:22:00
Vivo muitas vezes longe de mim,
sou lenda ou mito distante,
passeio à noite naquele jardim
de tantas almas sou comandante.

Sofro como os sós entre as gentes
como os que sonham e calam
somos mentes descontentes
a quem os desejos apunhalam.

Temos o devaneio como companheiro
somos borboletas em cativeiro
presas nas redes da insatisfação.

Temos voz para cantar
e até força para voar
mas nunca passamos do chão.




Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2013/01/vivo-muitas-vezes-longe-de-mim-sou.html

- 28Set2012 22:26:00
Estou vestida de Outono
e o revolver das folhas secas
já me sussurra ao ouvido...
Sopro para longe a inércia
e encho-me de cores quentes.
É hora!




Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2012/09/estou-vestida-de-outono-e-o-revolver.html

- 17Jun2012 23:38:00
Esmagado em cinzas pelo chão
o intermitente infinito,
falha-me a absorção
mas por algo sempre palpito:

o mundo que trago ao peito,
às vezes fica-me largo e tantas vezes estreito...





Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2012/06/esmagado-em-cinzas-pelo-chao-o.html

- 10Jun2012 21:47:00
Tatuo no corpo as palavras
que me saltam da alma
mas não encontram o papel.
Mordo as sílabas
à espera do violinista.
Lambo o silêncio
que se afoga nos lábios.
 
Serena-me o amor
que me pinga dos olhos.
Exalta-me o sussurro
que guardo em búzio...




Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2012/06/tatuo-no-corpo-as-palavras-que-me.html

- 12Mar2012 19:51:00

Já não sei beber delas
como outrora me alcoolizavam.
Envelheço no lume oculto
junto à fera que as diz.
Ignoro o seu sentido,
desconheço já o seu sabor.
Regresso à insónia do corpo
sem que elas construam castelos.
Tenho a alma trespassada
pela memória dos lugares
dantes povoados em mim.


Morreram-se-me as palavras.





Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2012/03/ja-nao-sei-beber-delas-como-outrora-me.html

- 06Jan2012 23:25:00
Tenho as paredes da alma
borradas de tinta.

Se a melodia que toca cá dentro

me desabrochasse dos olhos...

Ou se as palav
ras saltassem
das páginas que trago ao peito...


Ou se ao menos as lágrimas
que me morrem nos lábios

grafassem o sentir...

Nasceria o poema.






Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2012/01/tenho-as-paredes-da-alma-borradas-de.html

- 10Out2011 20:34:00

Não devia escrever hoje,
tenho o tédio aqui a olhar para mim
devolvo-lhe um olhar de desdém
como quem diz "a mim, não me apanhas...".

Não devia escrever hoje,

tenho o aborrecimento

a adormecer-me nos dedos.

Não devia escrever hoje,
não me sinto iluminada
e a inspiração não mora aqui.

Não devia escrever hoje,
hoje que é o cansaço
que me veste.


Não devia sentir tédio,

aborrecimento,
falta de luz
ou cansaço.

Devia escrever hoje.



Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2011/10/nao-devia-escrever-hoje-tenho-o-tedio.html

- 30Ago2011 23:57:00

Ando fugida de mim mesma.

Parei nas escadas do meu sentir
e não encontro o degrau
que me faça descer aos abismos
que moram em mim.

Mergulharei as mãos
nos seus ribeiros
e verei as palavras
a pingarem-me dos dedos.

É no poço mais profundo
que sei quem sou.
É da cova mais funda
que toco o céu.





Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2011/08/ando-fugida-de-mim-mesma.html

- 23Ago2011 23:55:00

Começa por uma explosão no estômago.
O peito parece assistir a um desastre natural

cujo estrondo invade cada centímetro da alma.

A palpitação obriga a respirar fundo,
encher de ar a sensibilidade que parece voar...


Viagem em corpo imóvel,
mexe-se a mente,
move-se o sangue,
agita-se a essência!


O prazer escorre por dentro
e o deleite mora nos ouvidos

rendidos ao sopro que te beija em fogo.


Assim é, quando te ouço, música!






(Tori Amos)


Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2011/08/comeca-por-uma-explosao-no-estomago.html

- 14Jun2011 21:54:00
Cair enferma a cada passo do caminho!
Adoecer com os odores inebriantes
que vestem o ser!
Padecer das moléstias trazidas no vento!
Sofrer com as febres dos sentidos!

E, para sempre, embriagar-me só por respirar vida!



Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2011/06/cair-enferma-cada-passo-do-caminho.html

- 16Mai2011 23:33:00
O vento afaga-me o cabelo
e fico a conhecer o mundo.
Falo com os pássaros
que atiram segredos aos ramos.
Uivo na noite que me cobre os pés
e tenho o universo a escorrer-me dos dedos.
A esperança engole-me o ser
e as palavras despem-se
quando a consciência desvia o olhar.

Quero ver como se nunca tivesse pensado.
Quero ver-me como se nunca tivesse sentido.

Dormência, afasta-te.
Estou viva.






Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2011/05/o-vento-afaga-me-o-cabelo-e-fico.html

- 04Abr2011 23:15:00
Quando a noite me toca a vontade
percebo que o Inverno persiste
neste manto de pedra
que me veste o sussurro...

O frio aprisionou-me
em círculos abandonados

às ondas que rebentam

na praia nascida para me ver partir!

Perdi as linhas
que me contornam o sorriso.

Já não trago a lua
sossegada nas minhas asas.

Até essas me caíram
com
o pétalas da rosa que me murchou...



Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2011/04/quando-noite-me-toca-vontade-percebo.html

- 12Fev2011 16:21:00
Mastigo o deserto instalado em mim,
sem a frescura das flores para saborear.

O instinto calou-se,
falha-me o conhecimento
e adormece-me a vontade...

Preciso que o tempo
carregue nas suas asas a tristeza...
Preciso ir buscar à luz do universo
as tintas para pintar o meu olhar...

Foto daqui



Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2011/02/mastigo-o-deserto-instalado-em-mim-sem.html

- 14Jan2011 02:25:00
Que sabia eu da dor
antes de te perder?
Que sabia eu da morte
antes de ela te levar?
Que sabia eu da surpresa
antes de ires tão sem aviso?

Nada.

E dói tanto.



Faz um mês que partiste, pai, e eu ainda nem acredito...


Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2011/01/que-sabia-eu-da-dor-antes-de-te-perder.html

"Triste de quem é feliz!" - 01Dez2010 22:02:00
A tacanhez ensanguenta-me a alma!

Tristes dos que observam sem ver,
que se movem na sua completude de quatro paredes.
Para os quais "horizonte" e "caminho"
são palavras sem plural.
Tristes dos que não vêem para lá da sua altura!
Tristes dos que não conseguem soltar as amarras
mesmo quando lhes acenam com uma navalha...





Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2009/05/triste-de-quem-e-feliz.html

- 12Nov2010 23:08:00
Consome-me o cansaço
e o tempo que tudo profana
pareço estar sempre a um passo,
mas nunca atinjo o nirvana.

Voltem a tocar, tambores,
componham-me a existência!
E tu, alma, faz algo que adores,
que te devolva a essência!



Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2010/11/consome-me-o-cansaco-e-o-tempo-que-tudo.html

- 05Out2010 22:35:00
Ajoelho-me no altar das palavras
e presto-lhes culto sagrado.

Quando a noite se prende
nas rendas do meu ser
ouço o escuro
e o silêncio pega-me as mãos
que se enchem com o nada dos dias.

Ao toque das sílabas
dá-se em mim o estalar dos sentidos,
rebenta-me o peito em interrogações,
explode-se-me o corpo para fora de mim.

Depois vou juntando as peças,
demoro-me neste sossego lânguido
no erguer das raizes da alma.
Por fim,
descubro o suspiro que me inventa.

Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2010/10/ajoelho-me-no-altar-das-palavras-e.html

- 04Out2010 23:09:00
O fogo foi morrendo.
Das labaredas, restam as brasas mornas
sem vida...

Guardei o mundo
tão bem arrumado para não o perder
e agora não sei onde o pus...

Em que rua mora a poesia
para lhe ir tocar à porta?
Em que horizonte se deita o Universo
para o poder contemplar?

Preciso de um regresso.
A quê?


A mim.


Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2010/10/o-fogo-foi-morrendo.html

Nosce te ipsum - 13Set2010 22:13:00

Tenho a alma a transbordar de mim!
Ouço as melodias que caem
como frutos maduros
da árvore que nasce da harmonia de um suspiro.

Quero conhecer os poros que em mim habitam.
Quero colorir o sorriso do meu corpo.
Quero fotografar as paisagens que em mim se desenham.
Quero debruçar-me sobre as metáforas do meu sentir.
Quero sobrevoar o ninho dos meus medos côncavos.
Quero beber dos meus silêncios que se enleiam nos lábios.
Quero deslindar a imagem do puzzle que em mim se forma.
Quero voltar-me do avesso para me olhar de frente.

Perdoem-me se me julgam egoísta,
Mas não quero morrer sem dar a volta a mim mesma?


(O escrito não é novo, mas faz-me hoje todo o sentido!)



Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2008/06/nosce-te-ipsum.html

- 06Set2010 21:22:00
Perdi a alma de poeta que nunca fui.

A inspiração largou-me

qual alma que abandona o corpo
após a morte.

Falta-me a luz de uma epifania.
Falta-me a força de uma revelação.
Percorro este eterno descaminho.

Falto-me eu.




Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2010/09/perdi-alma-de-poeta-que-nunca-fui.html

Sem - 26Ago2010 19:04:00
Sou um barco amarrado a uma bóia, num porto qualquer.
Sem que uma tempestade rebente com a corda e me deixe à deriva.
Sem que a maré, ao menos, se agite e me faça dançar.





Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2010/08/sem.html

- 04Jul2010 21:52:00


A mulher sabe ir buscar forças ao cansaço, ao vazio e à própria inexistência.




Fonte: http://sonsdaalma.blogspot.com/2010/07/mulher-sabe-ir-buscar-forcas-ao-cansaco.html